Documento interno · Estética Batel · Setembro de 2026
Como fazer campanha de WhatsApp por template sem derrubar o número
O raciocínio por trás de cada decisão, o plano passo a passo e o que ainda precisa ser confirmado antes de disparar.
Para que serve este documento
Vamos mandar mensagem para clientes e contatos antigos. Isso tem risco: se muita gente bloquear ou denunciar, o WhatsApp corta nosso alcance ou derruba o número que a clínica usa todo dia.
Aqui está por que decidimos cada coisa, não só o que fazer. Quem executa precisa entender a lógica — a situação muda, e decorar lista não ajuda quando ela muda. Não invente etapa que não está aqui, e não pule etapa por pressa.
Como ler
Cada afirmação leva o link da fonte logo depois dela. Clique e confira sempre que a decisão for cara.
A confirmar marca o que é dedução nossa ou fonte de terceiro. Pode estar errado — confirme antes de decidir em cima disso.
PARTE 1
O que mudou no WhatsApp
O WhatsApp criou o apelido, igual ao arroba do Instagram. A pessoa passa a se chamar @fulana em vez de aparecer pelo telefone.
Quando alguém adota apelido e fala com uma empresa, a empresa deixa de receber o telefone dessa pessoa. Chega no lugar um código sem sentido, tipo BR.13491208655302741918 (fonte).
A conversa continua normal. O que para de funcionar é tudo que depende do número: ligar, salvar na agenda, achar a pessoa no nosso sistema e — o que mais importa aqui — colocar essa pessoa numa lista de campanha.
O telefone continua chegando em três casos: conversamos com a pessoa nos últimos 30 dias, ela falou com a gente nos últimos 30 dias, ou ela já está na lista de contatos que a Meta guarda para nós (fonte).
Essa lista se preenche sozinha: toda vez que alguém troca mensagem com a gente, o telefone entra lá. Ninguém precisa salvar nada. Não expira e vale para os nossos três números ao mesmo tempo.
Ou seja: quem já falou com a clínica alguma vez está protegido. O problema é só o contato novo, que nunca falou com a gente e já chega com apelido.
Não achamos na documentação o que acontece com esse contato novo depois da primeira mensagem — se o telefone dele passa a ser guardado ou se ele fica só como código para sempre. A confirmar
Até saber, quem cuida do nosso sistema deve tratar o código como identificador válido. Se o sistema só sabe achar gente por telefone, esse contato se perde.
Isso vale desde 29 de junho de 2026. Não é futuro (fonte).
E o nosso apelido?
Duas confusões comuns, e as duas jogam a nosso favor (fonte):
- Empresa não recebe código. Só pessoa física. A clínica sempre aparece com nome, foto e telefone. Ninguém vai ver a Batel como um monte de número.
- Ter apelido não esconde o nosso telefone. O apelido é uma forma a mais de nos achar, não uma troca.
PARTE 2
Nosso cenário: o que a clínica tem hoje
Abrimos o painel da conta em 04/09/2026 e conferimos número por número. Verificado por nós
Tudo fica dentro de uma conta guarda-chuva chamada BM- Estética Batel. Dentro dela existem três contas de WhatsApp separadas, cada uma com um número. Elas não são cópias uma da outra — têm nome, histórico e saúde diferentes.
| Número | Nome que aparece | Situação | Nota | Apelido |
|---|---|---|---|---|
| (41) 98777-0003 o do site | Clínica de Estética Batel | Fora do ar no painel | Alta | @clinicabatel |
| (41) 9669-1314 | Estética Batel | Conectado | Alta | @EsteticaBatel |
| (41) 9773-7373 | Estética Batel | Conectado | Sem nota | @batelestetica |
Do mais forte para o mais fraco
1º — (41) 98777-0003 o mais forte, e disparado
É o número que está no site, o que a recepção usa e onde estão as conversas de verdade — anos de mensagens trocadas com clientes. Nota Alta. Tem Facebook e Instagram ligados. E ficou com @clinicabatel, o melhor apelido dos três, porque é igual ao nosso Instagram.
Ponto fraco: aparece como fora do ar no painel — ele ainda não está ligado ao sistema que dispara. E é o canal de atendimento, então mexer nele tem risco real.
Potencial: o maior de todos. Reúne relacionamento, reconhecimento e o melhor apelido na mesma linha.
2º — (41) 9669-1314
Conectado e com nota Alta. Tecnicamente o mais pronto para usar hoje: já está ligado, já tem endereço e site preenchidos.
Ponto fraco: a nossa base nunca conversou com ele. Para quem recebe, é um número desconhecido — nota boa não compra reconhecimento.
3º — (41) 9773-7373 o mais fraco
Conectado, mas a nota dele aparece como Indisponível — que significa volume baixo demais para ter nota. O histórico inteiro dele é de 2.192 mensagens gratuitas e 8 pagas.
Ponto fraco: chega em qualquer campanha do zero, sem histórico para sustentar a gente e sem relacionamento com quem recebe. Serve como número de teste, não de campanha grande.
Fora da lista — o fixo (41) 3026-2626
Hoje é só telefone de ligação, não está no WhatsApp. Dá para colocar, e ele passa confiança por ser fixo. Mas seria uma folha em branco: zero conversa, zero histórico. Voltamos nele na Parte 4.
Os três apelidos aparecem como reservados no painel, com o aviso de que ninguém mais pode pegá-los. Eles só ainda não estão ativos porque o recurso não foi liberado por aqui.
Ninguém tira @clinicabatel da gente. Não precisa correr, não precisa documento, não precisa fazer nada. Essa briga já foi ganha.
Nenhum dos três tem o selo de verificado. Nos três aparece o botão “Enviar solicitação”, ou seja, nunca foi pedido. O Daniel vai contratar o selo pago.
Mas não conte com o selo para segurar a nota. Ele não entra na conta de pontuação. Ajuda porque a pessoa reconhece a clínica e não bloqueia — o efeito é indireto, igual a ter o contato salvo.
PARTE 3
Como o WhatsApp nos dá nota
Esta é a parte mais importante do documento. Quem não entender isto vai decidir errado.
Existem duas notas separadas, e elas não se misturam.
A nota do NÚMERO
Vale para tudo que aquele número mandou nos últimos 7 dias, tudo no mesmo bolo.
É uma média. Mensagem boa dilui mensagem ruim.
A nota do TEXTO
Cada texto que a gente cadastra tem nota própria, também em 7 dias.
Ele é julgado sozinho. Não tem média com nada.
“Texto” aqui é o modelo de mensagem que a gente cadastra e o WhatsApp aprova antes de deixar disparar — o que o mercado chama de template.
O que derruba a nota
- Gente bloqueando depois de receber
- Gente denunciando como spam — e conta também o motivo que a pessoa marca ao denunciar
- Pouca gente abrindo (vale só para propaganda — logo abaixo)
Passando de 2% a 3% de bloqueio, a nota cai: verde vira amarelo, amarelo vira vermelho (fonte).
A conta que explica a estratégia inteira
Como a nota do número é média de 7 dias, mensagem que ninguém bloqueia protege a campanha. Uma semana nossa ficaria assim:
| O que mandamos | Quantidade | Bloqueios |
|---|---|---|
| Confirmação de agendamento | 1.400 | 0 |
| Campanha de propaganda | 1.000 | 35 (3,5%) |
| Total que o WhatsApp enxerga | 2.400 | 35 (1,46%) |
A campanha sozinha marcaria 3,5% — zona de perigo. Somada às confirmações, o número enxerga 1,46% — zona tranquila. Caiu pela metade sem mudar uma vírgula da campanha.
O texto da campanha continua marcando os 3,5% dele, sozinho. As 1.400 confirmações não entram nessa conta.
Se for demais, aquele texto é pausado e não dá mais para disparar ele até reescrever. O número sobrevive; a campanha morre (fonte).
Guarde esta frase: a confirmação de agendamento é o colete do número. Ela segura o tranco enquanto testamos. Mas não salva a campanha — a campanha tem que se virar sozinha.
Taxa de abertura conta ponto
Desde 1º de abril de 2024, quanta gente abre a mensagem influencia a nota do texto de propaganda. É oficial, não é boato (fonte · Meta).
- A referência saudável indicada é 65% a 80% de abertura
- Vale só para propaganda. Confirmação de agendamento e aviso de status não são medidos por abertura
- Conta a tendência ao longo do tempo, não a abertura imediata
Por que isso nos favorece: a confirmação de agendamento aumenta nosso volume limpo sem risco de abertura. E na campanha a abertura vira alarme antecipado — ela cai antes de o bloqueio subir.
PARTE 4
De qual número disparar — e por quê
Decisão: disparar do (41) 98777-0003
O número do site, onde estão as conversas de verdade.
Por que ele ganha
- A mensagem cai dentro de uma conversa que já existe. A pessoa recebe, estranha, rola a tela para cima — e vê que realmente falou com a gente. A dúvida “isso é golpe?” morre ali sozinha, sem a gente escrever uma palavra. Nos outros números é uma tela vazia de um número desconhecido: teríamos que provar com texto o que aqui a própria tela prova de graça.
- Já tem nota Alta conquistada. O 7373 chega sem nota nenhuma.
- O atendimento do dia a dia já roda ali — é de onde saem naturalmente as mensagens que ninguém bloqueia, que formam o colete.
O que custa escolher ele
É o canal de atendimento da clínica. Se a nota cair, dói. Mas lembre da ordem: o texto é pausado antes de o número cair. Temos um aviso antes de a conta ficar cara — desde que alguém esteja olhando os números.
Por que os outros perderam
| Opção | A favor | Contra — o que pesou |
|---|---|---|
| 1314 | Conectado e com nota Alta | A base nunca conversou com ele. Nota boa não compra reconhecimento. |
| 7373 | Já conectado, já dispara | Sem nota e quase sem histórico. Perde a prova visual da conversa antiga. |
| Fixo 3026-2626 número novo só para campanha | Isolaria o risco: se azedar, quem paga é um número descartável | Não teria mensagem boa para diluir. Rodaria puro nos 3,5% da campanha — o colete simplesmente não existiria. |
Isolar o risco e ter proteção são a mesma moeda. Ou junta tudo e protege a média, ou separa e aceita que o número de campanha corre pelado. Escolhemos proteger a média.
Achar que o WhatsApp lê nossa mensagem, vê que ela cita uma conversa real e nos dá crédito por isso.
Não é assim. Ninguém lê. A Meta mede só resultado: quantos bloquearam, quantos denunciaram, quantos abriram. O texto que lembra a conversa antiga funciona sim — mas age na cabeça da pessoa, fazendo ela não bloquear. É indireto.
A confirmar Não achamos documento dizendo que a Meta usa histórico de conversa a favor da empresa. Também não achamos dizendo que não usa. Não conte com isso.
O que muda na prática: o que mais nos protege não é o capricho do texto. É escolher bem quem recebe.
“Base antiga é mais segura que contato novo, porque essas pessoas já falaram com a gente.”
Contato de 2021 não é base morna. É estranho. O relacionamento existe no nosso banco, não na memória da pessoa. O que protege não é ter falado — é ter falado recentemente. Cinco anos depois ela bloqueia igual a um contato frio.
E tem um agravante que quase ninguém sabe: desde 7 de outubro de 2025 o limite de mensagens é da conta inteira, não de cada número. Queimar um número não fica contido nele (fonte).
PARTE 5
O plano, passo a passo
Cada passo vem com o motivo. A ordem importa — vários passos só funcionam por causa do anterior.
Fase 1 · Preparar o 0003
Ligar o 0003 em coexistência. Leva de 1 a 3 dias úteis.
Coexistência é o modo que deixa o mesmo número rodar no celular da recepção e no nosso sistema de disparo ao mesmo tempo. Ninguém muda a rotina de atendimento. Na migração ele traz junto os contatos e até 6 meses de conversa (fonte).
Conferir se a base veio inteira do celular.
Hoje esses clientes existem só como conversa no aparelho. A migração puxa os contatos, mas quem tem mais de 6 meses não traz o histórico completo — e tudo bem: nosso sistema já guarda a data da última conversa de cada um, que é o que a gente precisa.
Montar o menu de permissão e disparar ele primeiro. O passo mais importante
É este passo que constrói a força do número. Ele tem uma parte só para ele — Parte 6, logo abaixo. Leia antes de executar.
Fase 2 · Construir o colete antes de vender
Rodar só as mensagens de serviço por pelo menos 7 dias. Nenhuma propaganda nesse período.
A nota é uma janela de 7 dias. Se a campanha sair no dia 1, não existe volume limpo na janela para diluir nada — ela vai marcar os 3,5% dela sozinha. Esperar uma semana é o que transforma 3,5% em 1,46%.
Conferir a nota do número no painel. Só seguir se estiver Alta (verde).
Se já está amarela antes de começar, a campanha empurra para vermelha.
Fase 3 · Separar quem recebe
Ordenar a base pela data da última conversa, do mais recente para o mais antigo.
Recência é o que mais protege — mais que o texto, mais que o selo. Nosso sistema já tem esse dado.
Cortar em faixas. Sugestão: até 6 meses · 6 a 18 meses · mais de 18 meses.
Faixas separadas deixam medir onde a rejeição começa a subir e parar exatamente ali, em vez de descobrir depois que já queimou a base inteira.
Quem já respondeu o menu de permissão vai primeiro, em qualquer faixa.
Essa pessoa levantou a mão. É o público mais seguro que existe na base, e ela já provou que abre nossas mensagens.
Fase 4 · Disparar aos poucos
Primeiro lote: 100 a 200 pessoas da faixa mais recente. Horário comercial, dia útil.
Propaganda às 21h ou no domingo é lida como spam mesmo vindo de quem a pessoa conhece.
Ler os números antes de mandar mais. Abertura, bloqueios e denúncias.
A abertura cai antes de o bloqueio subir. É o alarme que dá tempo de parar.
Só escalar se a abertura estiver em 65% ou mais e o bloqueio abaixo de 1%.
65% é a referência de saúde indicada pela Meta. 1% dá margem confortável antes dos 2–3% que derrubam a nota.
Avançar faixa por faixa, sempre em lote, sempre lendo antes de seguir.
Volume crescente e constante é literalmente o que a Meta premia: ela só libera faixa maior para quem usa pelo menos metade do limite atual mantendo a nota (fonte).
Fase 5 · Vigiar
Acompanhar as duas notas separadas: a do número e a do texto.
São coisas diferentes. Olhar só uma esconde o problema da outra.
Texto pausado = parar tudo e reescrever. Nunca reenviar o mesmo texto.
Reenviar é o caminho mais rápido de transformar um texto pausado em número derrubado. A pausa é aviso, não obstáculo para contornar.
PARTE 6
O motor: o menu de permissão
Esta é a parte mais valiosa do documento. Ela resolve dois problemas de uma vez: consegue permissão registrada de cada cliente e cria o volume limpo que deixa o número forte para sempre.
A virada de chave
Em vez de pedir “posso te mandar promoção?”, a gente oferece um menu. O cliente escolhe o que quer receber. E a desculpa para essa conversa é verdadeira: a clínica tem um sistema de pontos novo — não é pretexto inventado.
Ideia do menu
Clínica de Estética Batel
Olá, [NOME]. Criamos um sistema de pontos para quem é cliente da casa e queremos te incluir.
Antes disso, você decide o que quer receber da gente aqui no WhatsApp:
1 Promoções e condições exclusivas
2 Pesquisa de satisfação depois do atendimento
3 Confirmação e lembrete de agendamento
4 Recado da direção — Dra. Daniele ou Dr. Daniel
5 Financeiro — comprovantes e parcelas
Pode escolher só o que fizer sentido. E dá para mudar quando quiser.
Aceitar receber é diferente de ter que responder.
Se chegar uma pesquisa de satisfação e ele não estiver a fim, é só não responder. Não acontece nada, ninguém cobra, não sai da lista.
Essa frase precisa estar escrita na mensagem. É ela que tira o peso de dizer sim — sem isso, muita gente recusa tudo só por medo de virar compromisso.
Por que isso deixa o número forte
Volte na conta da Parte 3. A nota do número é a média de 7 dias — e mensagem de serviço que o cliente pediu para receber é quase zero bloqueio.
Cada uma dessas mensagens custa por volta de R$ 0,035. (valor de referência interno da direção, não é número publicado pela Meta)
| Situação | O que o WhatsApp enxerga em 7 dias |
|---|---|
| Campanha sozinha | 1.000 envios · 35 bloqueios · 3,5% — zona de perigo |
| Campanha + confirmação de agenda | 2.400 envios · 35 bloqueios · 1,46% — zona tranquila |
| Campanha + 5 tipos de mensagem de serviço | volume limpo muito maior · os mesmos 35 bloqueios · percentual cai de novo |
Quanto mais tipos de mensagem útil rodando, menor o peso relativo de qualquer campanha que der errado. E é barato: são centavos por mensagem, gastos comprando algo que dinheiro nenhum compra direto — reputação do número.
A campanha pode cair. O número vai ficando mais forte assim. A gente separa as duas coisas de propósito: o motor de serviço sustenta a nota o ano inteiro, e a campanha vira um teste barato que, se falhar, cai sozinha sem levar o número junto.
Três cuidados
1. Nem tudo no menu é “mensagem de serviço”. Confirmação de agenda, pesquisa e financeiro têm cara de serviço. Promoção é propaganda — e propaganda é medida por taxa de abertura. Quem classifica é o WhatsApp, na hora de aprovar cada texto, não a gente. A confirmar o “recado da direção” pode cair dos dois lados dependendo do que estiver escrito.
2. Permissão dada tem que ser respeitada de verdade. Se alguém marcar só “confirmação de agenda” e receber promoção, é aí que vem o bloqueio — e vindo de quem confiou na gente, ele pesa mais.
3. Guardar a escolha com data. Quem escolheu o quê e quando. Além de organizar o disparo, é a nossa prova de consentimento — vale para o WhatsApp e vale para a LGPD, que num negócio de saúde não é detalhe.
PARTE 7
A mensagem da campanha
O texto não convence o WhatsApp de nada. Ele convence a pessoa a não bloquear — e é assim que ele protege a gente. Modelo sugerido:
Modelo sugerido
Clínica de Estética Batel
Olá, [NOME]. Aqui é da Clínica de Estética Batel.
Faz um tempo desde o seu último atendimento com a gente, em [DATA]. Preparamos uma condição fechada só para quem já é cliente da casa e lembramos de você.
Posso te apresentar? Sem compromisso — se não fizer sentido agora, é só ignorar.
Se preferir não receber mais, toque em Parar de receber.
Por que cada pedaço está aí
| Pedaço | Por que existe |
|---|---|
| O cabeçalho com o nome da clínica na primeira linha | A decisão de denunciar acontece na notificação, antes de a pessoa abrir. Se o começo for “Oi, tudo bem?”, lê como golpe. Se for o nome da clínica, ela já sabe quem é antes de tocar na tela. É o item de maior impacto do texto inteiro. |
| Nome e data reais | Prova que existe relação. E são dados que já temos — não precisa inventar nada. |
| “Posso te apresentar?” | Pedir permissão em vez de já empurrar a oferta. Quem responde “sim” vira consentimento registrado. |
| “Se não fizer sentido, é só ignorar” | Tira a pressão. Pessoa sem saída é pessoa que bloqueia. |
| Botão “Parar de receber” | Troca um bloqueio (mancha permanente na nota) por um descadastro (sai da lista, sem marca). A pessoa irritada vai fazer alguma coisa de qualquer jeito — o botão dá a saída barata para nós. A própria Meta recomenda para reduzir bloqueio e melhorar a nota (fonte). |
| Botão “Sim, pode enviar” | Quem clica responde — e resposta abre uma janela de 24 horas em que a gente conversa livre, sem texto aprovado e sem pagar por mensagem. A campanha vira captura de permissão. |
Nosso padrão é abrir com “Clínica de Estética Batel”. Não é lei da física: é o melhor palpite, porque o nome da empresa é o que a pessoa reconhece mais rápido na notificação.
Só mude se você achar que existe algo mais forte que o nome da empresa para aquele público — e aí meça. Compare a taxa de abertura das duas versões antes de adotar. Testar o cabeçalho é legítimo; trocar no achismo, não.
O resto abaixo é sempre, sem exceção: horário comercial em dia útil, botão de sair sempre visível e lote pequeno primeiro, lendo os números antes de mandar mais.
1. Link em mensagem que a pessoa não estava esperando. Este é o maior de todos. Link em mensagem fria de WhatsApp é o sinal de golpe — é o que faz marcar “é golpe” em vez de só bloquear, e denúncia por golpe é o pior sinal que existe.
A exceção: se o cliente pediu o link — um vídeo que ele solicitou, um comprovante, um resultado — pode mandar. Aí ele está esperando. A regra não é “link nunca”, é link só quando foi pedido.
2. Pedir “por favor, não denuncie”. Plantar essa palavra dá a ideia a quem não tinha pensado nisso, e faz a clínica soar como quem espera ser denunciada. O botão de sair já faz esse trabalho, sem o efeito colateral.
3. Inventar frase pessoal que não aconteceu — do tipo “a doutora fulana comentou que você é uma cliente especial”. A mesma frase vai para milhares de pessoas ao mesmo tempo: se duas amigas compararem, o “personalizado” vira óbvio. E a pessoa pode responder perguntando pela doutora. Nome e data reais já sustentam a mensagem sozinhos.
PARTE 8
O que a pessoa pode fazer, do pior para o mais leve
Nem toda reação pesa igual. Do mais grave para o mais leve:
| # | O que ela faz | Quanto pesa |
|---|---|---|
| 1 | Denuncia como golpe / spam | O pior. Sai da conversa de qualidade e entra na de política — e política pode atingir a conta inteira, não só a nota daquele número. |
| 2 | Denuncia sem marcar golpe | Pior que bloquear, porque é acusação ativa. |
| 3 | Bloqueia dizendo que não autorizou | Sinaliza que mandamos para quem não pediu. |
| 4 | Bloqueia dizendo que não tem interesse | Fraco. É cansaço, não acusação. |
| 5 | Não abre a mensagem | O mais fraco, mas corrói devagar e em silêncio. |
| — | Toca em “Parar de receber” | Não é sinal negativo. Ela sai da lista e a nota não é afetada. É para cá que queremos empurrar todo mundo que ficou incomodado. |
A confirmar Que o motivo do bloqueio é contado, isso é documentado. Quais são as palavras exatas das opções que o WhatsApp mostra, não achamos em fonte aberta — a ordem 3 e 4 acima é dedução nossa.
PARTE 9
O que ainda precisa ser confirmado
Nada abaixo está resolvido. Não tome decisão cara em cima destes pontos sem confirmar antes.
| # | Dúvida em aberto | Quem responde |
|---|---|---|
| 1 | O nome “Clínica de Estética Batel” continua aparecendo no cabeçalho da conversa em coexistência, para quem nunca falou com a gente? Lemos que pode não aparecer, mas não confirmamos na Meta. | Testar na prática: mandar para um número que nunca falou com a clínica e olhar a tela |
| 2 | Como o WhatsApp vai classificar cada texto do menu de permissão — serviço ou propaganda? Muda se aquele texto é medido por taxa de abertura. | Aparece na aprovação de cada texto |
| 3 | O contato novo que chega só como código alguma vez passa a ter telefone guardado, ou fica código para sempre? | Nosso time de sistema |
| 4 | As conversas normais do celular (as gratuitas, do atendimento) entram na média de 7 dias do número, ou só as mensagens disparadas contam? | Nosso time de sistema, olhando o painel |
| 5 | Quanto tempo dura a pausa de um texto e quantas vezes ele pode ser pausado antes de morrer de vez? | Descobrir no painel quando acontecer |
| 6 | A Meta usa o histórico de conversa a favor da empresa em alguma análise? Não achamos nada dizendo que sim nem que não. | Sem fonte — tratar como “não” |
A dúvida 4 importa mais do que parece: se as conversas do atendimento não entrarem na média, o colete precisa vir todo das mensagens disparadas do menu de permissão — e aí o volume delas tem que ser maior.
RESUMO
As oito frases que importam
- Os apelidos já são nossos. Essa briga acabou.
- Quem já falou com a clínica alguma vez continua tendo telefone visível. O risco é só o contato novo.
- Existem duas notas: a do número (média de 7 dias) e a do texto (sozinha). Confundir as duas leva a decisão errada.
- O menu de permissão é o motor: consegue consentimento registrado e cria o volume limpo que segura a nota o ano inteiro.
- Disparar do 0003, porque a mensagem cai dentro de uma conversa que já existe.
- A campanha pode cair — o número continua ficando mais forte. São coisas separadas de propósito.
- O que protege não é ter falado. É ter falado recentemente. Começar pela faixa mais recente.
- Link só quando o cliente pediu, nome da clínica abrindo a mensagem, botão de sair sempre.
FONTES
Onde conferir
• Meta — Identificadores de usuário por empresa o código que substitui o telefone, as 3 exceções, a lista automática de contatos, e que empresa não recebe código
• Meta — Nota de qualidade do texto os níveis verde/amarelo/vermelho e a pausa do texto
• Meta — Nota de qualidade do número
• Taxa de abertura na nota do texto oficial desde 01/04/2024; referência de 65% a 80%
• Nota, limites e faixas os 2–3% de bloqueio, a janela de 7 dias, limite por conta desde 07/10/2025, e a regra de usar metade do limite para subir de faixa
• Botão de descadastro em propaganda
• Modo de coexistência celular + disparo no mesmo número, 1 a 3 dias úteis, traz contatos e até 6 meses de conversa
• Abertura da reserva de apelidos — 29/06/2026
Levantamento e conferência do painel: 04/09/2026. Página de teste, fora do índice de busca. Revisar se a Meta mudar as regras.