Estudo · Rosácea e o ácaro Demodex

“Você tem um ácaro no rosto”: o que a ciência mostra sobre ivermectina 1% na rosácea com vasinhos

Todo mundo tem Demodex folliculorum morando nos poros — a diferença é a densidade. Na rosácea papulopustulosa ela pode ser 10 a 18 vezes maior que numa pele normal. Uma série de ensaios comparativos diretos mostrou a ivermectina 1% creme superior ao metronidazol 0,75% em reduzir lesões e em manter a pele limpa por mais tempo depois de parar. Esta apostila mostra os números — e onde essa ciência não chega.

Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · Diretora Clínica
Aviso importante — leia antes

Ivermectina 1% creme (Soolantra® e equivalentes) é medicamento tópico de receita — não é venda livre. Este material é informativo e educativo, baseado nos ensaios clínicos publicados que sustentaram a aprovação regulatória do produto; é seguro orientar com base nesses estudos, inclusive as concentrações e o desenho usados neles. Mas quem indica, prescreve e ajusta o tratamento para o seu caso é o médico — este conteúdo não substitui avaliação individual, e a compra do produto exige receita.

Tem uma frase que costuma travar a conversa sobre rosácea: “você tem um ácaro morando no seu rosto.” Soa alarmante, mas é biologicamente banal — praticamente todo adulto tem Demodex folliculorum nos folículos da face, sem sintoma nenhum. O que muda na rosácea papulopustulosa não é a presença do ácaro, é a densidade dele.

Essa é a base racional por trás de um dos tratamentos tópicos mais estudados dos últimos dez anos para rosácea: a ivermectina 1% creme. Ela nasceu como antiparasitário, mas o que os ensaios mostraram foi mais interessante do que “matar ácaro” — e é sobre isso, com os números dos estudos, que esta apostila é.

O ácaro que todo mundo tem — só que não na mesma quantidade

O primeiro estudo caso-controle rigoroso sobre o tema usou uma técnica chamada biópsia de superfície cutânea padronizada (uma amostra de 1 cm² da bochecha, colada e removida com cianoacrilato). Em 45 controles saudáveis, a densidade média foi de apenas 0,7 Demodex/cm², com 98% das pessoas tendo menos de 5/cm². Em pacientes com rosácea, a densidade média subiu para 10,8/cm² — e, quando os autores separaram por subtipo, a diferença ficou concentrada quase inteiramente na rosácea papulopustulosa, com média de 12,8 Demodex/cm² (P<0,001) (Forton, 1993). Os autores propuseram inclusive um ponto de corte: acima de 5 Demodex/cm² a especificidade para rosácea papulopustulosa chega a 98%. Um segundo estudo, com técnica diferente (extração com cianoacrilato em 6 pontos padronizados da face), encontrou o mesmo sinal em outra escala: 49,8 ácaros em pacientes com rosácea contra 10,8 em controles pareados por idade e sexo (P<0,001), com concentração maior nas bochechas (Bonnar, 1993). Os números absolutos dos dois estudos não são comparáveis entre si — os métodos de contagem são diferentes —, mas o padrão relativo se repete: de 5 a quase 20 vezes mais ácaros na pele com rosácea papulopustulosa do que na pele normal.

Densidade de Demodex: pele normal x rosácea papulopustulosa
Ilustrativo — cada estudo usou uma técnica de contagem diferente; compare a proporção dentro de cada estudo, não entre os dois
Controles (Forton, 1993)
0,7/cm²
Rosácea PP (Forton, 1993)
12,8/cm²
Controles (Bonnar, 1993)
10,8
Rosácea (Bonnar, 1993)
49,8
Barras normalizadas dentro de cada par (não comparáveis entre os dois estudos). Fontes: Forton & Seys, 1993 (biópsia de superfície padronizada); Bonnar, Eustace & Powell, 1993 (extração com cianoacrilato, 6 sítios faciais).
Presença alta não é a mesma coisa que causa provada — a parte honesta da história

Aqui vale desacelerar, porque o marketing simplifica demais essa relação. A densidade elevada de Demodex é um achado consistentemente replicado — inclusive por técnicas modernas de imagem: um estudo com microscopia confocal de reflectância contou uma média de 165,4 ácaros por área de 8×8 mm em pele com rosácea, contra 34,7 em controles pareados (P<0,0001). Mas isso não fecha sozinho a pergunta de causa e efeito. Um estudo recente de 2025, que tratou pacientes por 30 dias com ivermectina 1% e sequenciou o microbioma e o transcriptoma da pele antes e depois, encontrou uma redução marcante da densidade de ácaros em 87,5% dos pacientes — mas a melhora clínica não veio acompanhada de uma “normalização” completa da comunidade bacteriana da pele. O que normalizou de forma mais clara foi o transcriptoma (o padrão de genes ativados na inflamação) (Olah, 2025). Ou seja: reduzir o ácaro parece necessário para melhorar, mas o quadro inflamatório da rosácea é mais complexo do que “o bicho causa tudo”.

O que é fato
O que ainda se debate
Densidade de Demodex é reprodutivelmente maior na rosácea papulopustulosa em múltiplos métodos (biópsia de superfície, cianoacrilato, microscopia confocal). Tratar reduz a densidade em ~9 de cada 10 pacientes (Olah, 2025).
Se o ácaro é a causa primária ou um proliferador oportunista de um folículo já inflamado por outras vias (imunidade inata, vasos, luz) ainda não tem resposta fechada — a melhora clínica não exige “zerar” a comunidade bacteriana da pele.
O mecanismo duplo: a ivermectina ataca o ácaro E acalma a inflamação

A razão pela qual a ivermectina não é só “mais um acaricida” aparece num estudo de laboratório que testou o creme em modelos de pele reconstruída e em pele humana ex vivo. Além do efeito antiparasitário clássico (agir sobre canais de cloro dependentes de glutamato do ácaro), a ivermectina inibiu diretamente a expressão dos genes de KLK5 e LL-37 — uma dupla que, na rosácea, funciona como um gatilho: a enzima KLK5 processa a catelicidina em LL-37, um peptídeo que dispara inflamação vascular e recrutamento de células de defesa quando processado de forma anormal. No mesmo modelo, a ivermectina reduziu a secreção de citocinas inflamatórias IL-8, IL-6 e MCP-1 em queratinócitos (Thibaut de Ménonville, 2017). Na prática, isso significa que o benefício clínico não depende só de “ter menos ácaro” — a molécula também desliga, em paralelo, uma via inflamatória que a rosácea papulopustulosa usa para gerar pápulas e pústulas.

A cadeia que a ivermectina interrompe em dois pontos
Simplificado a partir do mecanismo descrito em modelos de pele (Thibaut de Ménonville, 2017)
Densidade alta de Demodexfolículo pilossebáceo colonizado em excesso
KLK5 ativa LL-37processamento anormal da catelicidina, gatilho inflamatório
IL-8, IL-6, MCP-1recrutamento inflamatório → pápulas e pústulas
Onde a ivermectina age: no primeiro nó (ação acaricida, reduz densidade do ácaro) e no segundo/terceiro nó (inibe KLK5/LL-37 e a secreção de citocinas), de forma independente da carga de ácaros — é a soma dos dois efeitos que explica a resposta clínica.
Os ensaios pivotais: ivermectina x veículo, 12 semanas, o resultado que aprovou o produto

Antes de comparar com outro tratamento, o primeiro degrau da evidência é o mais básico: funciona melhor que o próprio creme sem o ativo (veículo)? Dois ensaios idênticos, randomizados, duplo-cegos, com mais de 900 pacientes ao todo com rosácea papulopustulosa moderada a grave, aplicaram ivermectina 1% ou veículo uma vez ao dia por 12 semanas. Em ambos os estudos, a proporção de pacientes que atingiu pele “limpa” ou “quase limpa” (Avaliação Global do Investigador) foi de 38,4% e 40,1% no grupo ivermectina contra 11,6% e 18,8% no grupo veículo — mais que o dobro em ambos os braços. A redução no número de lesões inflamatórias (pápulas e pústulas) foi de 76,0% e 75,0% com ivermectina, contra 50,0% com veículo nos dois estudos (Stein, 2014). A superioridade estatística apareceu já na 4ª semana e se manteve até o fim das 12 semanas nas duas réplicas — o tipo de consistência que dá peso a um resultado.

Desfecho (semana 12)Estudo 1 — Ivermectina 1%Estudo 1 — VeículoEstudo 2 — Ivermectina 1%Estudo 2 — Veículo
Pele “limpa”/”quase limpa” (IGA)38,4%11,6%40,1%18,8%
Redução de lesões inflamatórias76,0%50,0%75,0%50,0%

Fonte: Stein et al., 2014 — dois ensaios de fase III, randomizados, duplo-cegos, controlados por veículo, 12 semanas, rosácea papulopustulosa moderada a grave.

O duelo direto: ivermectina x metronidazol — e o que aconteceu depois de parar

O teste mais interessante não é contra veículo, é contra o concorrente mais usado historicamente: o metronidazol tópico. Um ensaio investigador-cego com 962 pacientes em 10 países europeus randomizou ivermectina 1% uma vez ao dia contra metronidazol 0,75% duas vezes ao dia, por 16 semanas. No fim do período, a redução de lesões inflamatórias foi de 83,0% com ivermectina contra 73,7% com metronidazol (P<0,001); a proporção de pacientes com pele “limpa” ou “quase limpa” foi de 84,9% contra 75,4% (P<0,001) — e a diferença a favor da ivermectina já era estatisticamente significativa desde a 3ª semana de tratamento (Taieb, 2015). O estudo não parou aí: os pacientes que atingiram remissão tiveram o tratamento suspenso e foram acompanhados por mais 36 semanas. O tempo médio até a primeira recaída foi de 115 dias no grupo que tinha usado ivermectina, contra 85 dias no grupo metronidazol — e a taxa de recaída ao final do acompanhamento foi menor (62,7% x 68,4%) (Taieb, 2016). Isto é, o benefício não foi só “limpar mais rápido”; foi também “ficar limpo por mais tempo” depois de parar de aplicar.

Ivermectina 1% · 1x/dia
Braço ivermectina
Ensaio ATTRACT, 16 semanas (Taieb, 2015/2016)
Redução de lesões83,0%
Tempo até 1ª recaída115 dias
Metronidazol 0,75% · 2x/dia
Braço metronidazol
Mesmo ensaio, mesmo período
Redução de lesões73,7%
Tempo até 1ª recaída85 dias
O limite: o que a ivermectina não resolve

É aqui que a honestidade importa mais do que o entusiasmo com os números acima. A ivermectina 1% foi estudada e aprovada especificamente para as lesões inflamatórias da rosácea — pápulas e pústulas, o componente ligado à densidade de Demodex e à cascata KLK5/LL-37 descrita antes (Deeks, 2015; Stein, 2014). Ela não foi desenhada para tratar o eritema de fundo (a vermelhidão persistente) nem os vasinhos visíveis (telangiectasias) que muita gente chama de “rosácea” no dia a dia — esses dois sinais têm mecanismo vascular predominante, e nos estudos de ivermectina eles não foram o desfecho medido. Se a queixa principal é vermelhidão constante ou vasinhos aparentes, a conversa clínica provavelmente vai incluir outras ferramentas (vasoconstritores tópicos, laser ou luz pulsada), possivelmente em conjunto com a ivermectina quando também há pápulas/pústulas. Sobre segurança: nos ensaios, os efeitos relacionados ao tratamento mais comuns — sensação de queimação, prurido, pele seca e irritação — cada um ocorreu em menos de 2% dos pacientes, e o benefício se manteve em extensões de até 52 semanas de uso (Deeks, 2015).

Por ser medicamento de receita

Ivermectina 1% creme exige prescrição. A avaliação do tipo de rosácea (papulopustulosa, eritemato-telangiectásica, fimatosa ou mista), a checagem de outras causas de vermelhidão facial e o ajuste do plano terapêutico completo — incluindo se vasinhos e eritema de fundo precisam de tratamento associado — são atos que cabem à avaliação médica individual, não a este material.

Um erro muito comum

Usar ivermectina algumas semanas, ver os “vasinhos” (vasos visíveis) ainda lá, e concluir que o tratamento “não funcionou”.

Os ensaios pivotais mediram redução de pápulas e pústulas — não o desaparecimento de telangiectasias já formadas. Uma pessoa pode ter excelente resposta inflamatória (pele “limpa” nos critérios do estudo) e continuar com vasinhos visíveis, porque são estruturas vasculares já estabelecidas, não lesões inflamatórias ativas. Julgar o produto pelo critério errado gera frustração com um tratamento que, dentro do que ele se propõe a fazer, tem evidência de nível A.

O certo: avaliar a resposta pelo que o estudo mediu — contagem de pápulas/pústulas e impressão global de “limpo/quase limpo” — e, se o incômodo principal é vasinho ou vermelhidão de fundo, perguntar ao médico sobre as ferramentas específicas para isso, isoladas ou associadas à ivermectina.

A Sacada dos DoutoresO ácaro é o gatilho mais estudado — não a explicação inteira

O que mais me chama atenção nesse conjunto de estudos não é só a superioridade da ivermectina sobre o metronidazol — é a coerência entre três níveis de evidência diferentes: a densidade de Demodex é maior na pele com rosácea papulopustulosa em múltiplas técnicas de contagem (Forton, 1993; Bonnar, 1993); a molécula reduz essa densidade em quase 9 de cada 10 pacientes tratados (Olah, 2025); e, clinicamente, ela supera tanto veículo quanto o tratamento de referência anterior, com efeito que persiste por mais tempo depois de parar (Stein, 2014; Taieb, 2015; Taieb, 2016). Isso é evidência nível A de verdade — ensaios randomizados, réplicas, comparador ativo, seguimento pós-tratamento. Mas o limite importa tanto quanto o resultado: quem procura tratar vasinhos visíveis ou vermelhidão constante de fundo, e não pápulas/pústulas, precisa de outra conversa — e é exatamente por isso que a avaliação individual continua sendo o passo que traduz esses números para o seu rosto específico.

DF
Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · responsável pelo conteúdo
O que levar desta apostila
  • Todo mundo tem Demodex; a rosácea papulopustulosa tem muito mais — 12,8/cm² contra 0,7/cm² em controles, um ponto de corte de 5/cm² com 98% de especificidade (Forton, 1993).
  • A ivermectina age em dois pontos ao mesmo tempo: reduz o ácaro e inibe a via inflamatória KLK5/LL-37 diretamente, de forma independente (Thibaut de Ménonville, 2017).
  • Nos ensaios pivotais de 12 semanas, dobrou a taxa de pele “limpa/quase limpa” frente a veículo (até 40,1% x 18,8%) (Stein, 2014).
  • Contra o metronidazol 0,75%, venceu direto em redução de lesões (83,0% x 73,7%) e em pele limpa (84,9% x 75,4%) já na 3ª semana (Taieb, 2015).
  • O benefício durou mais depois de parar: 115 dias até a primeira recaída, contra 85 dias com metronidazol (Taieb, 2016).
  • O que ela não trata: eritema de fundo e vasinhos (telangiectasias) — o alvo comprovado são as lesões inflamatórias, não os vasos já formados.
  • É medicamento de receita — os números aqui informam a conversa, mas quem prescreve e ajusta é o médico.
O próximo passo

Se a queixa é pápula e pústula recorrente no centro do rosto, a evidência para a ivermectina 1% é robusta e comparativa — vale levar esses números para a consulta. Se o incômodo maior são vasinhos visíveis ou vermelhidão constante, essa é uma conversa diferente, sobre ferramentas vasculares específicas. Nos dois casos, a avaliação individual é o que decide o plano certo — inclusive se os dois problemas coexistem e pedem tratamento combinado.

Referências
  1. Stein L, Kircik L, Fowler J, et al. Efficacy and safety of ivermectin 1% cream in treatment of papulopustular rosacea: results of two randomized, double-blind, vehicle-controlled pivotal studies. J Drugs Dermatol, 2014;13(3):316–323 — ensaios pivotais de 12 semanas; pele “limpa/quase limpa” em até 40,1% (ivermectina) x 18,8% (veículo).
  2. Taieb A, Ortonne JP, Ruzicka T, et al. Superiority of ivermectin 1% cream over metronidazole 0.75% cream in treating inflammatory lesions of rosacea: a randomized, investigator-blinded trial. Br J Dermatol, 2015;172(4):1103–1110 — 962 pacientes, 16 semanas; redução de lesões 83,0% x 73,7% (P<0,001).
  3. Taieb A, Khemis A, Ruzicka T, et al. Maintenance of remission following successful treatment of papulopustular rosacea with ivermectin 1% cream vs. metronidazole 0.75% cream: 36-week extension of the ATTRACT randomized study. J Eur Acad Dermatol Venereol, 2016;30(5):829–836 — tempo até primeira recaída de 115 x 85 dias.
  4. Forton F, Seys B. Density of Demodex folliculorum in rosacea: a case-control study using standardized skin-surface biopsy. Br J Dermatol, 1993;128(6):650–659 — densidade 12,8/cm² (rosácea papulopustulosa) x 0,7/cm² (controles).
  5. Bonnar E, Eustace P, Powell FC. The Demodex mite population in rosacea. J Am Acad Dermatol, 1993;28(3):443–448 — contagem por cianoacrilato em 6 sítios faciais: 49,8 x 10,8 (P<0,001).
  6. Deeks ED. Ivermectin: A Review in Rosacea. Am J Clin Dermatol, 2015;16(5):447–452 — síntese dos ensaios de fase III; eventos adversos relacionados ao tratamento <2% cada; benefício mantido até 52 semanas.
  7. Thibaut de Ménonville S, Rosignoli C, Soares E, et al. Topical Treatment of Rosacea with Ivermectin Inhibits Gene Expression of Cathelicidin Innate Immune Mediators, LL-37 and KLK5, in Reconstructed and Ex Vivo Skin Models. Dermatol Ther (Heidelb), 2017;7(2):213–225 — mecanismo anti-inflamatório independente da ação acaricida.
  8. Olah P, et al. Microbe-Host Interaction in Rosacea and its Modulation Through Topical Ivermectin. J Invest Dermatol, 2025 — redução da densidade de Demodex em 87,5% dos pacientes após 30 dias de tratamento; normalização do transcriptoma sem normalização completa do microbioma bacteriano.
Biomédica · CRBM 8242-PR
Conteúdo informativo e educativo — NÃO é prescrição. Ivermectina 1% creme é medicamento tópico de receita; as informações aqui descrevem o que os estudos citados mostraram, não uma indicação fechada para o seu caso. Vermelhidão persistente, vasinhos visíveis, piora dos sintomas ou dúvida sobre o subtipo de rosácea pedem avaliação médica individual — não inicie, troque ou interrompa tratamento por conta própria.