Comparativo · Flacidez nos olhos · Duelo a laser

Laser Ablativo ou Laser CO2 para Flacidez nos olhos — rugas abaixo dos olhos: qual é melhor?

A pele ao redor dos olhos é a mais fina de todo o rosto — e fica a milímetros do globo ocular. Isso muda o cálculo de energia, downtime e risco de um jeito que nenhuma outra região da face muda. Este material compara o que a ciência realmente mediu com Erbium:YAG e com CO2 na própria pálpebra, não em extrapolações de outras áreas.

Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · Diretora Clínica
Aviso importante — leia antes

Este material é exclusivamente informativo e educativo — NÃO é indicação de uso, promessa de resultado nem protocolo pronto. Laser ablativo (Erbium:YAG) e laser de CO2 na região periorbital são procedimentos estéticos de alta técnica — atos de profissional habilitado, com risco documentado de complicação ocular quando mal indicados ou mal executados. Os números aqui descrevem o que os estudos mediram, com os parâmetros que cada ensaio usou. Se a sua flacidez/rugas abaixo dos olhos pede laser, qual laser, em que energia e com quais cuidados é sempre avaliação individual presencial, feita por quem examina o seu caso ao vivo.

Se você pesquisou sobre laser para a região dos olhos, provavelmente já viu a mesma frase genérica repetida em blog atrás de blog: “CO2 é mais forte, Erbium é mais suave”. É a mesma comparação rasa usada para qualquer outra parte do rosto — e é exatamente o problema, porque a pálpebra não é qualquer outra parte do rosto.

A pele da pálpebra inferior tem uma fração da espessura da pele da bochecha ou da testa, e está a poucos milímetros do globo ocular. Isso faz a região dos olhos exigir a menor energia de toda a face nos protocolos publicados, tolerar menos margem de erro e concentrar quase todos os relatos de complicação ocular documentados em resurfacing a laser. Esta apostila não repete a comparação genérica — ela reúne os estudos que testaram os dois lasers na própria pálpebra, o que é raro: a maior parte da literatura de laser facial mede bochecha, testa ou região perioral, não esta.

Nota metodológica — de onde vêm os números

A pálpebra é, curiosamente, uma das regiões mais estudadas em laser ablativo desde o fim dos anos 1990 — porque foi justamente ali que cirurgiões oculoplásticos e dermatologistas testaram, lado a lado, Erbium:YAG e CO2 pela primeira vez, tratando ao mesmo tempo blefaroplastia e rugas periorbitais. Isso dá a esta comparativa uma base de evidência diretamente na região da queixa — diferente de comparativas de outras áreas do rosto, que às vezes precisam extrapolar de estudos feitos em outro lugar. Onde a extrapolação ainda é necessária (ex.: tecnologia fracionada mais recente comparada a sistemas mais antigos), o texto avisa.

A pele mais fina do rosto pede a menor energia de toda a face

Antes de comparar os dois lasers entre si, vale registrar um dado que já separa a região dos olhos de qualquer outra: nos parâmetros descritos por Weinstein (1999), a partir do acompanhamento de 625 pacientes tratados com Erbium:YAG scanner, a fluência recomendada para rugas periorbitais foi de 20 a 40 J/cm² — a mais baixa de toda a face. Para comparação, a região perioral pediu 40 a 80 J/cm² (o dobro), e bochechas/testa, 30 a 60 J/cm². Não é uma escolha de protocolo arbitrária: é o reflexo direto da espessura cutânea. A mesma energia que resolve uma ruga na bochecha pode ser excessiva a poucos milímetros do olho.

Fluência recomendada por região do rosto — Erbium:YAG scanner
Faixas descritas em 625 pacientes tratados (Weinstein, 1999); barras posicionadas pelo ponto médio de cada faixa, só para ordenar — os valores exatos usados variam caso a caso
Periorbital (olhos)
20–40 J/cm²
Bochecha / testa
30–60 J/cm²
Perioral (boca)
40–80 J/cm²
A região periorbital recebe, nos parâmetros descritos por este autor, a menor faixa de energia de toda a face — a leitura clínica é que a pele mais fina não tolera (nem precisa d)a mesma dose usada em bochecha ou boca para produzir efeito equivalente.
O único estudo que mediu os dois lasers lado a lado, na própria pálpebra

A peça de evidência mais direta desta comparativa não vem de bochecha nem de rosto inteiro: vem de um ensaio split-face na própria pálpebra. Nove pacientes tiveram marcadores tatuados na pele periorbital e foram tratados com CO2 UltraPulse de um lado e Erbium:YAG do outro, na mesma sessão, com a contração de tecido medida ao longo de 6 meses (Fitzpatrick, Rostan & Marchell, 2000). O resultado imediato do CO2 foi maior — mas a diferença encolhe com o tempo, e é exatamente esse comportamento que o “duelo” abaixo mostra.

Ablação com menos calor residual
Laser Ablativo (Erbium:YAG · 2940nm)
contração mais gradual, pico adiado
Contração vertical, aos 30 dias~42%
Contração horizontal, aos 30 dias~12%
Ablação com mais calor residual
Laser CO2 (10.600nm)
contração imediata e mais ampla
Contração vertical, imediata~43%
Contração horizontal, imediata~31%

Dado medido diretamente na pálpebra (não extrapolado de outra região) — os dois lados receberam parâmetros clinicamente equivalentes na mesma paciente. No plano vertical, as curvas convergem aos 6 meses (~34% CO2, ~36% Erbium); no horizontal, o CO2 se manteve à frente até o fim do acompanhamento. Um detalhe que muda a leitura: 3 dos 9 pacientes tratados com Erbium em parâmetros mais agressivos desenvolveram cicatriz — o laser “mais suave” também cicatriza, perto do olho, se calibrado além do necessário (Fitzpatrick, Rostan & Marchell, 2000).

Um erro muito comum

Julgar o resultado pela foto do dia seguinte — e presumir que “mais inchado e mais vermelho hoje” significa “vai ficar melhor lá na frente”.

O próprio estudo que comparou os dois lasers na pálpebra mostra o oposto do que a intuição sugere: a contração imediata do CO2 (~43% vertical) é bem maior que a do Erbium no mesmo momento — mas, aos 6 meses, as duas curvas convergem para valores próximos (~34% e ~36%). O resultado do dia 1 não é o resultado final, nos dois lasers; ele é só o ponto mais visível do processo de reparo, que continua por meses (Fitzpatrick, Rostan & Marchell, 2000). E “mais agressivo” perto do olho não é sinônimo de “melhor” — foi justamente nos parâmetros mais agressivos de Erbium que apareceram os casos de cicatriz nesse mesmo estudo.

O certo: avaliar o resultado de um laser ablativo periorbital a partir de 3 a 6 meses, não pela foto da primeira semana — e entender que, perto do olho, o parâmetro mais conservador que ainda funciona tende a ser mais seguro do que o mais potente disponível.

O risco que muda o cálculo perto do olho

Nenhuma outra região tratada por laser ablativo tem um risco específico como o ectrópio — a eversão da margem da pálpebra inferior, que pode gerar lacrimejamento crônico, exposição da córnea e, em casos graves, dano corneano permanente. Uma revisão de complicações oculares e perioculares por laser dermatológico descreve o ectrópio como uma complicação do resurfacing ablativo da região periocular, mais associada ao CO2, e aponta como fatores de risco a frouxidão já existente do ligamento lateral da pálpebra e o histórico de cirurgia prévia na pálpebra inferior (Bonińska, 2023). É um risco raro — mas exclusivo desta região, e é ele, mais do que a marca do laser, que deveria orientar a escolha de energia e de profissional.

Os números do próprio Weinstein (1999), no mesmo levantamento de 625 pacientes tratados com Erbium:YAG, dão a dimensão real desse risco quando a técnica é cuidadosa: 4 casos (0,6%) de scléral show temporário e 8 casos (1,3%) de sinéquia — as duas complicações que só existem quando a área tratada é periocular — junto de 5 casos (0,8%) de cicatriz, 21 (3,4%) de hiperpigmentação e 25 (4,0%) de hipopigmentação em toda a casuística. São números baixos, mas não são zero — e é essa margem estreita que justifica mãos experientes nesta região específica.

Complicações relatadas — 625 pacientes tratados com Erbium:YAG scanner (todas as áreas)
Scléral show e sinéquia só ocorrem em tratamento periocular; as demais, em qualquer região tratada (Weinstein, 1999)
Scléral show temporário
0,6%
Cicatriz
0,8%
Sinéquia
1,3%
Hiperpigmentação
3,4%
Hipopigmentação
4,0%
Barras normalizadas ao maior valor da lista (4,0% = 100% da escala), só para ordenar visualmente — os percentuais escritos são os números reais do estudo, não estimativas.
Combinar os dois lasers: o que a técnica híbrida entrega na pálpebra

Um caminho documentado especificamente para a região periorbital — e pouco falado fora do consultório — é usar os dois lasers em sequência na mesma sessão, aproveitando o que cada um faz melhor. Em 23 pacientes tratados com 2 passadas de Erbium:YAG seguidas de 1 passada de CO2, comparados a um grupo histórico de 25 pacientes tratados só com CO2 (2 passadas), o protocolo combinado reduziu o tempo de reepitelização de 12 para 7 dias (p=0,04) e a duração do eritema de 7,0 para 2,5 semanas (p=0,02), com menos dano térmico coagulativo à histologia (Millman & Mannor, 1999). A lógica: o Erbium remove a camada superficial com pouco calor residual, e o CO2 entra por cima só o suficiente para fechar a contração de colágeno — sem acumular o calor que os dois, isolados em alta dose, seriam obrigados a depositar sozinhos.

Essa combinação segue em uso em protocolos mais recentes: um estudo de 2025 com 10 pacientes (40 a 73 anos) usou CO2 na blefaroplastia da pálpebra superior e Erbium:YAG no resurfacing da pálpebra inferior, na mesma sessão. O escore de rugas de Fitzpatrick caiu de 6,8 para 5,4, e o escore de Glogau, de 3,5 para 3,0, com eritema transitório de 4 a 10 dias e nenhum evento adverso relatado (Kesty & Kesty, 2025). O ponto não é que a combinação “vença” cada laser isolado — é que, nesta região, dividir tarefas entre os dois costuma reduzir o tempo de recuperação sem abrir mão do resultado, o que é uma vantagem real quando o tecido em questão tolera tão pouca margem.

O número mais direto para “rugas abaixo dos olhos”

Se a queixa é especificamente flacidez e rugas da pálpebra inferior — o recorte exato desta apostila —, o dado mais nomeado da literatura vem do CO2 fracionado ablativo: uma série prospectiva de 25 pacientes, tratados com 2 a 3 sessões (média de 2,44), avaliados por fotografia cega aos 6 meses, registrou melhora de 65,3% no escore de flacidez de pele (skin laxity), 62,1% nas rugas e 62,6% na textura, com eritema e edema resolvidos em 1 semana e crostas em 48 a 72 horas (Tierney, Hanke & Watlis, 2011). É o estudo que mais se aproxima do nome exato desta queixa — mas não testou o Erbium na mesma coorte, então não permite dizer “o CO2 fracionado é melhor que o Erbium para isso”; permite dizer que, para pálpebra inferior especificamente, é o CO2 fracionado que tem o número mais robusto e mais recente publicado até aqui.

Fato — o que a evidência sustenta

Calibrados para profundidade de lesão equivalente, Erbium e CO2 produzem contração de colágeno e risco de hiperpigmentação comparáveis, inclusive em pele periorbital (Ross et al., 2001; Fitzpatrick, Rostan & Marchell, 2000). O CO2 fracionado tem o dado mais robusto e mais recente publicado especificamente para pálpebra inferior (Tierney, Hanke & Watlis, 2011). Ectrópio é raro, mais associado ao CO2 e a fatores de risco prévios (Bonińska, 2023).

Debate — o que ainda não está medido

A maior parte dos comparativos diretos Erbium x CO2 na pálpebra tem 20+ anos, com equipamentos de pulso mais antigos que os sistemas fracionados atuais — não existe, até onde esta pesquisa localizou, um ensaio recente comparando cabeça a cabeça as tecnologias fracionadas modernas dos dois lasers, na mesma coorte, para pálpebra inferior.

O quadro para levar à avaliação
CenárioLaser Ablativo (Erbium:YAG)Laser CO2
Rugas finas/superficiais, downtime curto prioritárioReepitelização tende a ser mais rápidaEficaz, mas com mais calor residual e recuperação mais longa
Flacidez mais marcada da pálpebra inferiorContração mais gradual, pico adiadoMelhor dado publicado específico para essa queixa (65,3% skin laxity, Tierney 2011)
Energia tolerada nesta regiãoA mais baixa de toda a face nos dois lasers — pele mais fina exige menos dose (Weinstein, 1999)
Risco de ectrópio / complicação ocularRisco descrito como menor na literatura de revisãoMais associado ao ectrópio, sobretudo com fatores de risco prévios
Downtime menor mantendo contração relevanteCombinação Erbium + CO2 na mesma sessão reduziu reepitelização de 12 para 7 dias (Millman & Mannor, 1999)
Fatores de risco (cirurgia prévia de pálpebra, frouxidão do canto lateral)Pedem avaliação redobrada e parâmetros mais conservadores nos dois lasers
Quem decide o laser, o modo e a energiaO profissional, após avaliação individual presencial
O que a evidência não deixa dizer

Nenhum estudo citado aqui autoriza dizer que Erbium:YAG “vence” o CO2 para flacidez e rugas abaixo dos olhos, ou o contrário. O que a literatura permite afirmar é mais estreito: nesta região específica, os dois lasers produzem contração de colágeno comparável quando bem calibrados, o resultado imediato não prevê o resultado final, a energia tolerada é a mais baixa de toda a face, e existe um risco — o ectrópio — que não tem equivalente em nenhuma outra área tratada a laser ablativo. Transformar isso em decisão de tratamento é trabalho da avaliação presencial, não de uma tabela na internet.

A Sacada dos DoutoresPerto do olho, a pergunta certa não é “qual laser”, é “quem vai calibrar a energia”

Esta é a única comparativa desta família de “duelos a laser” em que a evidência foi medida diretamente na região da queixa — a própria pálpebra — e não precisou de tanta extrapolação de outras áreas do rosto. Isso é uma vantagem rara. E o que essa evidência direta mostra é justamente o oposto de “qual marca de laser é melhor”: mostra que a pele periorbital exige a menor energia de toda a face (Weinstein, 1999), que o resultado do primeiro dia não prediz o resultado de 6 meses (Fitzpatrick, Rostan & Marchell, 2000), e que existe um risco — o ectrópio — específico desta região, que a literatura associa mais ao CO2 e a fatores de risco prévios, mas que nenhum dos dois lasers elimina sozinho (Bonińska, 2023). Combinar os dois na mesma sessão, técnica documentada desde os anos 1990 e ainda usada em protocolos recentes, reduziu o tempo de recuperação sem abrir mão do resultado (Millman & Mannor, 1999; Kesty & Kesty, 2025). A decisão entre Erbium, CO2 ou os dois combinados, nesta região, pesa mais a experiência de quem calibra a energia do que a sigla do aparelho — e essa avaliação só acontece ao vivo.

DF
Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · responsável pelo conteúdo
O que levar desta apostila
  • A pálpebra é a pele mais fina do rosto e recebe, nos parâmetros de Erbium:YAG descritos por Weinstein (1999), a menor faixa de fluência de toda a face: 20–40 J/cm², contra até 80 J/cm² na região perioral.
  • O único ensaio que mediu os dois lasers na própria pálpebra (split-face, 9 pacientes) mostrou contração de colágeno comparável, convergindo aos 6 meses — o CO2 é maior no início, mas a diferença encolhe com o tempo (Fitzpatrick, Rostan & Marchell, 2000).
  • Parâmetros agressivos de Erbium também cicatrizam: 3 dos 9 pacientes do mesmo estudo desenvolveram cicatriz quando a energia foi elevada — “mais suave” não é sinônimo de “sem risco”.
  • Ectrópio é o risco exclusivo desta região — raro, mais associado ao CO2, mais provável em quem já operou a pálpebra ou tem frouxidão do canto lateral (Bonińska, 2023).
  • Combinar Erbium + CO2 na mesma sessão reduziu a reepitelização de 12 para 7 dias e o eritema de 7,0 para 2,5 semanas, num protocolo já usado desde os anos 1990 (Millman & Mannor, 1999) e replicado com boa tolerância em 2025 (Kesty & Kesty, 2025).
  • O número mais direto para “rugas abaixo dos olhos” vem do CO2 fracionado: 65,3% de melhora na flacidez de pele em 6 meses, com 2 a 3 sessões (Tierney, Hanke & Watlis, 2011) — sem comparação direta com Erbium na mesma coorte.
  • Nenhum dos dois “vence” isoladamente: perto do olho, a técnica e a experiência de quem calibra a energia pesam mais do que a escolha entre as duas siglas.
Próximo passo

Os números desta apostila servem para chegar preparado numa conversa — não para pedir “o laser mais forte” por conta própria, nesta região menos do que em qualquer outra. Seu tipo de pele, sua flacidez (mais de textura ou mais de volume/estrutura), seu histórico de cirurgia na pálpebra, sua tolerância a downtime e a presença ou não de fatores de risco para ectrópio são variáveis que só uma avaliação individual presencial consegue pesar juntas. É essa avaliação, com um profissional habilitado e experiente especificamente na região periorbital, que decide se o caso pede Erbium, CO2, os dois combinados, ou outra abordagem.

Referências
  1. Weinstein C. Erbium laser resurfacing: current concepts. Plast Reconstr Surg, 1999;103(2):602-616 — 625 pacientes; fluência periorbital 20-40 J/cm² (a menor da face); complicações periocular-específicas: scléral show 0,6%, sinéquia 1,3%.
  2. Fitzpatrick RE, Rostan EF, Marchell N. Collagen tightening induced by carbon dioxide laser versus erbium:YAG laser. Lasers Surg Med, 2000;27(5):395-403 — split-face na pálpebra, 9 pacientes; contração vertical/horizontal, CO2 x Erbium, ao longo de 6 meses; 3 casos de cicatriz em Erbium agressivo.
  3. Millman AL, Mannor GE. Histologic and clinical evaluation of combined eyelid erbium:YAG and CO2 laser resurfacing. Am J Ophthalmol, 1999;127(5):614-616 — 23 pacientes (Erbium+CO2) x 25 (só CO2); reepitelização 7 x 12 dias; eritema 2,5 x 7,0 semanas.
  4. Tierney EP, Hanke CW, Watlis L. Treatment of lower eyelid rhytids and laxity with ablative fractionated carbon-dioxide laser resurfacing: case series and review of the literature. J Am Acad Dermatol, 2011;64(4):730-740 — 25 pacientes, pálpebra inferior; melhora de 65,3% em flacidez de pele aos 6 meses, 2 a 3 sessões.
  5. Ross EV, Miller C, Meehan K, et al. One-pass CO2 versus multiple-pass Er:YAG laser resurfacing in the treatment of rhytides. Dermatol Surg, 2001;27(8):709-715 — 13 pacientes, periorbital e perioral; dano histológico e hiperpigmentação equivalentes em paridade de energia.
  6. Bonińska K. Dermatologic laser-induced ocular and periocular complications: a review. BMC Ophthalmol, 2023;23:419 — revisão de complicações oculares/perioculares por laser; ectrópio mais associado ao CO2, fatores de risco (frouxidão do canto lateral, cirurgia prévia de pálpebra).
  7. Kesty CE, Kesty KR. A Novel Technique for Eye Rejuvenation: A Case Series of the Combined Use of CO2 Laser Blepharoplasty and Erbium:YAG Resurfacing. J Cosmet Dermatol, 2025 — 10 pacientes; CO2 na pálpebra superior + Erbium na inferior, mesma sessão; escore de Fitzpatrick 6,8→5,4; sem eventos adversos.
  8. Lieb WE, Klink T, Münnich S. CO2 and erbium YAG laser in eyelid surgery. A comparison. Ophthalmologe, 2000;97:835-841 — 58 pacientes Erbium x 32 CO2, cirurgia de pálpebra; cicatrização do CO2 significativamente mais lenta pela zona de necrose térmica maior. Artigo em alemão, resumo em inglês no PubMed.
Biomédica · CRBM 8242-PR
Conteúdo informativo e educativo — NÃO é indicação de uso nem promessa de resultado. Laser ablativo (Erbium:YAG) e laser de CO2 na região dos olhos são procedimentos estéticos de alta técnica, realizados por profissional habilitado, após avaliação individual presencial — incluindo triagem de fatores de risco para ectrópio e outras complicações oculares. Os dados citados descrevem o que os estudos mediram, com os parâmetros usados em cada um — não uma recomendação fechada de laser, energia ou número de sessões para qualquer pessoa em particular.