Apostila 9 de 9 · HIFU × pescoço flácido / excesso de pele · Fecha a série

O limite do HIFU no pescoço: a expectativa realista que fecha a série

Depois de oito apostilas sobre mecanismo, eficácia, protocolo, quem responde melhor, combinações, segurança, marketing×ciência e a diferença entre gordura, pele e platisma, esta última mostra onde a evidência para: um efeito que diminui com o tempo, uma taxa de resposta que fica em torno da metade num estudo dedicado ao pescoço, um empate entre HIFU e radiofrequência nos únicos dois ensaios comparativos, e um subtipo anatômico que tende a precisar de cirurgia.

Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · Diretora Clínica
Aviso importante — leia antes

HIFU (ultrassom microfocado) é um procedimento estético baseado em energia — ato de profissional habilitado. Este material é exclusivamente informativo e educativo. Ele descreve os limites do que os estudos mediram sobre o uso de HIFU no pescoço — não é indicação de uso, não substitui avaliação presencial e não promete resultado, magnitude ou duração para o seu caso específico. A decisão sobre indicar (ou não) o procedimento, e sobre qual alternativa é mais adequada, é sempre individual, feita por profissional habilitado após avaliação.

Chegamos à última apostila desta série, e ela cumpre um papel diferente das outras oito. Não é para apresentar mais um mecanismo nem revelar mais um número isolado — é para colocar, lado a lado, tudo o que a evidência sobre HIFU e pescoço ainda não resolve. Isso não é desistir do tema. É o oposto: é o que separa uma apostila de autoridade de uma peça de venda.

Ao longo desta pesquisa, ficou claro que “pescoço flácido” nunca foi um problema só — é gordura, é pele, é banda de platisma, às vezes os três juntos — e que a resposta ao HIFU, mesmo no cenário mais favorável já estudado especificamente para o pescoço, fica bem longe de ser garantida ou permanente. Vamos mostrar exatamente onde o efeito medido diminui, o que acontece quando se compara o HIFU com o outro grande concorrente de mercado (a radiofrequência), e por que uma fatia relevante de quem procura resolver o “papo” tem um mecanismo estrutural que o HIFU não foi desenhado para tratar. Fechamos com a única frase que resume honestamente toda a série: o efeito existe, é mensurável, mas é modesto, decai com o tempo e depende de quem responde — e a expectativa correta nasce da avaliação individual, não da promessa do anúncio.

O pescoço “flácido” não é uma coisa só — e isso decide se o HIFU é a ferramenta certa

A apostila 8 desta série já detalhou, a partir de Hong et al. (2025), que o que se chama popularmente de “papo” ou “pescoço flácido” é, na verdade, a combinação variável de três mecanismos distintos: gordura submentoniana/cervical acumulada, afrouxamento de pele por perda de elasticidade, e bandas do músculo platisma que se projetam para frente do pescoço com a idade. O HIFU age sobre o segundo mecanismo — reconstrução de colágeno na derme e no plano fascial superficial — e não sobre os outros dois isoladamente.

As bandas do platisma, especificamente, foram classificadas por Hong et al. (2025) em três tipos conforme o grau de cruzamento das fibras musculares na linha média: Tipo I, com menos de 2cm de decussação (40% da população coreana estudada); Tipo II, com 2cm ou mais de decussação (45%); e Tipo III, sem decussação alguma — o chamado “pescoço de peru” (15%). O Tipo III é o subtipo que mais predispõe a uma deformidade visível e, segundo os próprios autores, tende a exigir correção cirúrgica — nenhum procedimento à base de energia, HIFU incluído, foi desenhado para reposicionar um músculo com essa configuração.

Tipos de banda do platisma e o que cada um pede — Hong et al., 2025
Distribuição por tipo de decussação muscular na linha média do pescoço (população estudada, N não detalhado por subgrupo no resumo)
Tipo I (<2cm) — 40%
responde bem a energia/pele
Tipo II (≥2cm) — 45%
responde, com mais variação
Tipo III (sem cruzamento) — 15%
tende a pedir cirurgia
Ilustrativo — ordena, não mede. A largura da barra representa a proporção da população em cada tipo (Hong et al., 2025); a cor e o rótulo refletem a leitura clínica do próprio estudo sobre qual conduta cada tipo costuma exigir, não uma taxa de sucesso do HIFU medida diretamente nesse subgrupo.
Mesmo no estudo feito sob medida para o pescoço, pouco mais da metade sentiu melhora

O estudo mais diretamente comparável a “flacidez de pescoço, sem outra queixa associada” é o de Friedman et al. (2020): 43 pacientes com flacidez de pescoço e terço inferior da face, avaliados por dermatologistas independentes numa escala de 0 a 5. O resultado: apenas 52,9% relataram alguma melhora. Não é zero — é bem menos da metade de “sucesso” no sentido de “resultado visível para a maioria absoluta”, e é um contraste importante com números de outros estudos de HIFU que chegam a 80% ou mais de melhora relatada em regiões e desenhos de estudo diferentes.

A própria conclusão dos autores calibra a indicação: o método mostrou-se seguro em pacientes com flacidez leve e sem discrepância de volume relevante — ou seja, o estudo já nasce recomendando o HIFU para quem tem pouca gordura acumulada e pouco excesso de pele, não para quadros mais avançados. Isso combina diretamente com o que a apostila 4 desta série já mostrou sobre gravidade de partida: quanto mais avançado o quadro, menor a chance de resposta.

Por que os números de “melhora” variam tanto entre estudos

Azuelos et al. (2019), o estudo prospectivo com avaliação por 5 revisores cegos, encontrou uma proporção maior de satisfação alta — mas com apenas 20 pacientes, sem grupo controle e sem comparação com placebo. Contini et al. (2023), a maior revisão do tema, relatou melhora avaliada pelo investigador em 92% de 337 pacientes agregados de múltiplos estudos — um número mais alto porque mistura desenhos e critérios diferentes de “melhora”. Friedman et al. (2020), com 43 pacientes e critério mais rigoroso, achou 52,9%. Não existe um número único e definitivo — existe uma faixa, e quanto mais rigoroso o desenho, mais modesto tende a ser o resultado relatado.

O efeito medido diminui com o tempo — e some mais rápido conforme a pele

A revisão sistemática de Contini et al. (2023) trouxe o dado objetivo mais concreto desta série: a redução de área submentoniana medida por fotografia lateral padronizada. Em pacientes caucasianos, a redução foi de 45mm² aos 3 meses. Em pacientes asiáticos, o efeito já nasce menor e cai mais rápido: 26mm² aos 3 meses, reduzindo para 14mm² aos 6 meses — quase metade do efeito perdido entre um trimestre e o outro, na mesma população.

Do lado da percepção do próprio paciente, um subgrupo de 81 pessoas relatou melhora subindo de 42% (90 dias) para 53% (360 dias) — um dado que parece contradizer a queda objetiva medida por foto, e essa aparente contradição é, em si, uma lição: percepção subjetiva e medição objetiva de área não caminham necessariamente juntas, e nenhuma delas sozinha conta a história inteira. O que os estudos de fato sustentam é que o efeito medido diminui com o tempo pelo menos em pele asiática — a duração além de 6 meses, na literatura reunida por Contini et al. (2023), simplesmente não tem dado consistente o suficiente para uma promessa fechada.

O efeito submentoniano medido diminui com o tempo — Contini et al., 2023
Redução de área submentoniana por fotografia lateral padronizada, em mm²
Caucasianos, 3 meses
45mm²
Asiáticos, 3 meses
26mm²
Asiáticos, 6 meses
14mm²
Ilustrativo — ordena, não mede. As barras usam a maior redução (45mm², caucasianos aos 3 meses) como referência de 100% para comparar as demais; os grupos étnicos vêm de subamostras diferentes dentro da mesma revisão sistemática, não de um único estudo com braço comparativo direto entre etnias.

O IMC entra na mesma direção. A apostila 4 já mostrou, a partir de Oni et al. (2014) — estudo do terço inferior da face/mandíbula, região contígua ao pescoço e tratada nos mesmos protocolos — que 54,5% dos pacientes com IMC acima de 30 kg/m² não tiveram melhora, contra apenas 12,2% de “sem melhora” entre os pacientes com IMC até 30. Vale repetir a ressalva de honestidade: esse número não foi medido num estudo pescoço-isolado, é extrapolado de uma região vizinha e citado como preditor relevante pela própria revisão de Contini et al. (2023), que também usou “flacidez excessiva” como critério de exclusão em vários dos 16 estudos analisados.

O “melhor aparelho” ainda não existe na literatura

Um dos argumentos de venda mais comuns no mercado de estética é a superioridade de uma tecnologia sobre a outra — “o HIFU é melhor que a radiofrequência” ou o inverso. A meta-análise de Modena et al. (2025), reunindo especificamente os 2 ensaios clínicos randomizados disponíveis que compararam HIFU × radiofrequência para flacidez de pescoço, não encontrou diferença estatisticamente significativa entre os dois dispositivos, em nenhum dos prazos avaliados — curto, médio ou longo.

Isso não quer dizer que as duas tecnologias sejam idênticas na prática clínica — quer dizer que, com apenas 2 RCTs publicados até 2025 comparando os dois métodos diretamente no pescoço, a evidência disponível não sustenta a afirmação de que um aparelho é comprovadamente superior ao outro para essa indicação específica. Qualquer alegação de superioridade categórica, nesse ponto, está à frente do que os estudos comparativos mostraram até aqui.

O placar da série — o que sustentou cada apostila, apostila por apostila

Reunindo as nove apostilas num único painel: cada afirmação central desta série tem uma força de evidência diferente. Ler esse placar é, na prática, aprender a diferença entre “consistente entre estudos”, “sustentado por um estudo robusto, mas único” e “extrapolação lógica ainda não testada” — a habilidade mais importante para quem avalia qualquer procedimento estético com espírito crítico.

ApostilaO que ela estabeleceuFonte centralForça
1 · MecanismoO “papo” é gordura + pele + platisma em combinações variáveis; o HIFU cria lesão térmica seletiva no plano fascial superficialHong et al., 2025; White et al., 2007 (cadavérico)B — anatomia recente, mecanismo cadavérico
2 · Funciona mesmoMelhora relatada entre 52,9% e 92%, conforme o rigor do desenho do estudoAzuelos et al., 2019; Contini et al., 2023; Friedman et al., 2020B — nenhum é RCT contra placebo
3 · ProtocoloProfundidade de sonda (3,0–6,0mm) e modo de disparo variam por protocolo/aparelho, sem padrão únicoSerdar et al., 2020; Goo et al., 2025B — prospectivos, sem controle
4 · Para quem (Pilar 2)Resposta cai de 87,8% para 45,5% quando o IMC passa de ≤30 para >30 kg/m² (extrapolado de região vizinha)Oni et al., 2014; Contini et al., 2023B — extrapolação assumida
5 · CombinaçõesHIFU + laser Nd:YAG mostrou melhora mensurável num único estudo pequeno; literatura de combinação é escassaNam et al., 2017; Vanaman et al., 2016C — estudo único, sem braço isolado
6 · SegurançaEventos transitórios comuns e bem documentados; eventos neurológicos raros, ligados a variação anatômica do nervoHumphrey et al., 2025; Marcuzzo et al., 2020A/B — grande N agregado
7 · Marketing × ciênciaPromessas de “eliminar a papada” não correspondem aos números medidos (redução em mm², não desaparecimento)Recalibra os dados já citados (Contini 2023; Friedman 2020)B — honestidade sobre dado real
8 · Pescoço não é uma coisa só (Pilar 1)Três mecanismos anatômicos (gordura, pele, platisma) por trás do mesmo apelido popular; Tipo III de platisma tende a pedir cirurgiaHong et al., 2025B — classificação robusta, população específica
9 · O limite (esta apostila)Efeito diminui com o tempo; só 52,9% respondeu no estudo dedicado; HIFU × radiofrequência empatados nos 2 RCTs disponíveisFriedman et al., 2020; Contini et al., 2023; Modena et al., 2025B — dados quantitativos reais

Classificação qualitativa própria desta apostila, baseada no desenho e no número de estudos disponíveis para cada afirmação — não é uma escala publicada, é um resumo didático do que foi encontrado ao longo da série.

Quando faz sentido avaliar HIFU no pescoço — e quando vale reconsiderar

Juntando os dois pilares desta série (apostila 8 — o pescoço não é uma coisa só; apostila 4 — quem responde de fato) com os limites levantados aqui, dá para desenhar um painel prático — não uma régua rígida, mas um resumo do que a evidência disponível sustenta melhor e pior.

Faz sentido avaliar
Perfil que respondeu melhor nos estudos
Onde a evidência desta série é mais consistente
  • IMC até 30 kg/m² (Oni et al., 2014; extrapolado)
  • Flacidez leve, sem excesso de gordura ou de pele relevante (Friedman et al., 2020)
  • Banda do platisma Tipo I ou II — ainda com algum cruzamento de fibras (Hong et al., 2025)
  • Expectativa calibrada: redução em milímetros quadrados, mais evidente até os 3 meses
Vale reconsiderar
Perfil em que o mecanismo ou os dados pesam contra
Onde esta série recomenda levar a dúvida à avaliação individual
  • IMC acima de 30 kg/m²: resposta cai significativamente (Oni et al., 2014)
  • Gordura submentoniana difusa como causa dominante — outro mecanismo, outra conduta (Hong et al., 2025)
  • Banda do platisma Tipo III, “pescoço de peru” — tende a exigir correção cirúrgica (Hong et al., 2025)
  • Expectativa de resultado permanente ou equivalente a cirurgia, sem dado de longo prazo que sustente isso
Um erro muito comum

Existem dois erros opostos ao redor dos limites desta série — e ambos afastam do que a evidência realmente diz.

O primeiro erro é tratar o número mais alto encontrado em qualquer estudo (92% de melhora avaliada pelo investigador, em Contini et al., 2023) como se fosse a expectativa padrão — ignorando que o estudo dedicado ao pescoço, com critério mais rigoroso, achou 52,9% (Friedman et al., 2020). O segundo erro é insistir no HIFU quando a causa dominante do “papo” é gordura acumulada ou uma banda de platisma Tipo III — nesses casos, o mecanismo de neocolagênese do HIFU não ataca a origem do problema, por melhor que seja a técnica de aplicação.

O certo: ancorar a expectativa no estudo mais rigoroso disponível para o pescoço (cerca de metade dos pacientes com melhora perceptível), tratar a duração como “efeito documentado até onde foi medido” (3 a 6 meses, conforme o estudo), e usar a avaliação individual para diferenciar gordura, pele e platisma antes de decidir qualquer conduta.

A Sacada dos DoutoresFechando a série: o que fica depois de nove apostilas

Percorremos, nesta série, o mecanismo do HIFU no pescoço (neocolagênese no plano fascial superficial), os números reais de eficácia — que variam de 52,9% a 92% conforme o rigor do desenho —, o protocolo com suas variações de profundidade e modo, o perfil de quem responde melhor (IMC e gravidade da flacidez), o que a evidência apoia e não apoia em combinações, os riscos raros mas documentados, o duelo entre a promessa comercial e o que o estudo mede, e a distinção crucial entre gordura, pele e platisma escondidas sob o mesmo apelido popular de “papo” ou “pescoço flácido”. O fio que costura tudo isso é simples de dizer e difícil de vender: o efeito do HIFU no pescoço é real, mas é modesto, decai com o tempo e depende de qual dos três mecanismos está por trás do seu quadro — e, nos dois únicos ensaios que compararam HIFU com radiofrequência diretamente, nenhuma das duas tecnologias se mostrou superior. Isso não desqualifica a tecnologia. Qualifica a conversa que se deve ter antes de indicá-la. Essa conversa, com a anatomia, o histórico e a expectativa de cada pessoa em cima da mesa, só acontece numa avaliação individual com profissional habilitado — e é para lá que esta série sempre apontou.

DF
Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · responsável pelo conteúdo
O que levar desta apostila
  • No estudo mais rigoroso dedicado ao pescoço, só 52,9% relatou alguma melhora — o método é indicado para flacidez leve, sem excesso de gordura ou pele relevante (Friedman et al., 2020).
  • O efeito submentoniano medido diminui com o tempo: de 26mm² para 14mm² entre 3 e 6 meses em pele asiática (Contini et al., 2023).
  • A resposta cai com o IMC: 54,5% sem melhora acima de 30 kg/m², extrapolado de estudo de região vizinha (Oni et al., 2014).
  • Nos 2 RCTs que compararam HIFU × radiofrequência no pescoço, nenhum dispositivo se mostrou superior (Modena et al., 2025).
  • 15% da população tem banda do platisma Tipo III (“pescoço de peru”), que tende a exigir correção cirúrgica — não HIFU (Hong et al., 2025).
  • “Pescoço flácido” não é uma coisa só — gordura, pele e platisma pedem condutas diferentes, e essa foi a tese que costurou as nove apostilas.
  • A decisão final é sempre da avaliação individual com profissional habilitado — é ela que traduz esses limites de evidência para o seu caso específico.
O próximo passo

Esta é a última apostila da série. As oito anteriores cobriram, nesta ordem, o mecanismo do HIFU no pescoço e a anatomia por trás do “papo”, se o HIFU funciona mesmo (com a faixa de 52,9% a 92% de melhora conforme o estudo), o protocolo e suas variações de profundidade, o perfil de quem responde melhor (IMC e gravidade da flacidez), o que a evidência apoia em combinações, os riscos e cuidados, o duelo entre marketing e ciência, e a diferenciação entre gordura, pele e platisma por trás do mesmo apelido popular de pescoço flácido. O passo que resta agora não é ler mais uma apostila — é levar essas informações para uma avaliação individual com um profissional habilitado, que vai examinar sua anatomia, sua pele e seu histórico, e dizer, com essa evidência em mãos, se o HIFU é (ou não) a indicação certa para o seu caso.

Referências
  1. Friedman O, Isman G, Koren A, Shoshany H, Sprecher E, Artzi O. Intense focused ultrasound for neck and lower face skin tightening: a prospective study. J Cosmet Dermatol, 2020;19(4):850-854. PMID 32011076 — o estudo dedicado ao pescoço com o critério mais rigoroso desta série; fonte dos 52,9% de melhora relatada e da indicação para flacidez leve, sem discrepância de volume.
  2. Contini M, Hollander MHJ, Vissink A, Schepers RH, Jansma J, Schortinghuis J. A Systematic Review of the Efficacy of Microfocused Ultrasound for Facial Skin Tightening. Int J Environ Res Public Health, 2023;20(2):1522. DOI 10.3390/ijerph20021522 — revisão sistemática de 16 estudos; fonte da redução submentoniana em mm² e da diminuição do efeito ao longo do tempo.
  3. Modena DAO, Ferro AP, Rangon FB, Guirro ECO. Systematic review and meta-analysis — microfocused ultrasound treatment for sagging skin. Lasers Med Sci, 2025;40(1):169. DOI 10.1007/s10103-025-04424-9 — meta-análise dos 2 RCTs que compararam HIFU × radiofrequência no pescoço; fonte da ausência de diferença estatística entre os dois dispositivos.
  4. Hong GW, Wan J, Yoon SE, Wong S, Yi KH. Anatomical Consideration for Double Chin Thread Lifting. J Cosmet Dermatol, 2025;24(6):e70238. DOI 10.1111/jocd.70238 — classificação dos tipos de banda do platisma; fonte da distinção anatômica entre gordura, pele e platisma que costura toda a série.
  5. Oni G, Hoxworth R, Teotia S, Brown S, Kenkel JM. Evaluation of a microfocused ultrasound system for improving skin laxity and tightening in the lower face. Aesthetic Surg J, 2014;34(7):1099-1110. PMID 24990884 — estudo de região vizinha (terço inferior da face/mandíbula); fonte, por extrapolação assumida no texto, do contraste 87,8% × 45,5% de resposta por faixa de IMC.
  6. Azuelos A, SidAhmed-Mezi M, La Padula S, Aboud C, Meningaud JP, Hersant B. High-Intensity Focused Ultrasound: A Satisfactory Noninvasive Procedure for Neck Rejuvenation. Aesthetic Surg J, 2019;39(8):343-351. DOI 10.1093/asj/sjz093 — estudo prospectivo com 5 avaliadores cegos (N=20); citado no placar da série e no contraste entre taxas de melhora conforme o rigor do desenho.
Biomédica · CRBM 8242-PR
Conteúdo informativo e educativo — NÃO é prescrição nem indicação de procedimento. HIFU (ultrassom microfocado) é procedimento estético à base de energia, realizado por profissional habilitado após avaliação individual. As informações aqui descritas — incluindo suas limitações — refletem o que os estudos citados mediram e não mediram; não substituem consulta presencial, exame físico e avaliação de indicação, parâmetro e número de sessões adequados a cada caso.