Estudo · Polinucleotídeos (PDRN) na região dos olhos

“DNA de salmão” nos olhos: o que os estudos de PDRN mostram sobre olheira e pele fina

Polinucleotídeos (PDRN) viraram o nome mais falado da região periorbital em 2025–2026. O mecanismo tem base real — ativação do receptor A2A de adenosina, estímulo a fibroblastos, angiogênese. Mas a revisão sistemática mais recente do tema encontrou só 9 estudos, 7 deles coreanos, com amostras de 5 a 72 pacientes e seguimento de no máximo 28 semanas. Esta apostila mostra os números — e onde a ciência ainda não chegou.

Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · Diretora Clínica
Aviso importante — leia antes

Aplicação de polinucleotídeos/PDRN é um procedimento injetável — ato biomédico, realizado por profissional habilitado. Este material é informativo e educativo, baseado nos estudos clínicos publicados sobre a técnica na região periorbital; descreve o que a literatura mostra, com os limites de amostra e seguimento que ela tem. Não é indicação fechada para nenhum caso individual — a avaliação da pele, da causa da olheira e do plano de tratamento é sempre feita caso a caso.

Tem um ingrediente que, de repente, está em toda conversa sobre olheira: o PDRN — polidesoxirribonucleotídeo, mais conhecido pelo apelido “DNA de salmão”. O nome é chamativo, e por isso mesmo merece cuidado: ele é derivado de fragmentos de DNA purificados do esperma (sêmen/gônadas) de salmão ou truta, mas o que ele faz na pele não tem nada de místico — é farmacologia de receptor, bem descrita em laboratório.

O problema não é o mecanismo — é o tamanho da evidência clínica específica para a região dos olhos. Esta apostila separa o que já foi estudado com rigor do que ainda é promessa de marketing em cima de uma molécula real.

O que é, de fato, o PDRN — e por que não é “genética”, é receptor

PDRN é um conjunto de fragmentos de DNA de baixo peso molecular, extraídos e purificados do tecido gonadal de salmão ou truta. Ele não se incorpora ao DNA humano nem “alimenta” a célula como nutriente — funciona como agonista do receptor A2A de adenosina, um receptor de membrana já bem caracterizado na farmacologia. Em modelo animal (camundongos geneticamente diabéticos, com cicatrização de feridas prejudicada), a injeção de PDRN aumentou significativamente a expressão de VEGF (fator de crescimento vascular) e a marcação de CD31, transglutaminase-II e angiopoietina-1 — todos marcadores de formação de novos vasos —, e melhorou a força de cicatrização da ferida. O dado mais revelador do mecanismo: quando os pesquisadores bloquearam especificamente o receptor A2A com um antagonista, o efeito do PDRN desapareceu por completo (Galeano, 2008). Um segundo estudo do mesmo grupo mostrou que a ativação desse receptor também restaura a maquinaria do ciclo celular alterada pelo diabetes durante a cicatrização (Altavilla, 2011). Ou seja: o efeito depende do receptor, não de “nutrir a pele com DNA” — mas repare que os dois estudos são em modelo animal de ferida cutânea, não em pele periorbital humana intacta.

A cadeia de sinalização por trás do PDRN
Simplificado a partir de modelos pré-clínicos (Galeano, 2008; Altavilla, 2011) — mecanismo, não prova de eficácia periorbital humana
PDRNfragmentos de DNA purificado, gônadas de salmão/truta
Receptor A2A de adenosinaativação confirmada — bloqueio do receptor anula o efeito
VEGF, CD31, angiogênese, fibroblastosreparo tecidual e formação de novos vasos
O que isso NÃO prova sozinho: os dados de mecanismo vêm de feridas em camundongos diabéticos, não de pele periorbital saudável e fina. É plausibilidade biológica forte — o salto para “logo funciona na olheira” precisa dos estudos clínicos das próximas seções.
O protocolo que os estudos realmente usam — e a coincidência que chama atenção

Um ponto que reforça a seriedade técnica (mesmo com a evidência ainda limitada): os principais estudos e o relatório de consenso de especialistas convergem para um protocolo parecido. O consenso publicado por Cavallini et al. (2021), reunindo especialistas europeus, recomenda para a região periocular 1 a 2 mL de polinucleotídeos a 7,5 mg/mL por sessão, aplicados por via intradérmica, com ciclo inicial de uma sessão a cada 14–21 dias, por microgotas ou técnica linear retrógrada. Os dois estudos clínicos periorbitais mais recentes usaram exatamente essa concentração: Ziade et al. (2026) aplicaram 7,5 mg/mL, 2 mL por sessão, em 2 sessões com 3 semanas de intervalo; Amado et al. (2026) usaram o mesmo hidrogel a 7,5 mg/mL, em 3 sessões ao longo de 6 semanas. A concentração não é acaso — é o que a maioria dos fabricantes e estudos convergiu como faixa terapêutica, embora produtos comerciais diferentes (marcas diferentes) tenham sido usados em cada estudo, o que limita a comparação direta entre eles.

EstudoConcentraçãoVolume/sessãoIntervaloNº de sessões
Consenso Cavallini, 20217,5 mg/mL1–2 mL14–21 diasciclo inicial
Ziade et al., 20267,5 mg/mL2 mL3 semanas2 (±1 extra)
Amado et al., 20267,5 mg/mLnão detalhado por sessão2–3 semanas3

Fontes: Cavallini et al., 2021 (consenso de especialistas); Ziade et al., 2026; Amado et al., 2026.

O único ensaio comparativo direto na região periocular

Estudo de mecanismo e protocolo não substitui ensaio clínico controlado. Na região periocular especificamente, o desenho mais rigoroso disponível é de Lee et al. (2022): um ensaio randomizado, duplo-cego, split-face (metade do rosto recebe um tratamento, a outra metade o comparador, no mesmo paciente) com 27 participantes. Um lado recebeu preenchedor de polinucleotídeo (PN), o outro um preenchedor de ácido hialurônico não reticulado, em 3 sessões com intervalo de 2 semanas (6 semanas de tratamento). Nas escalas de melhora visual (GAIS) e satisfação (VAS), não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois lados — isto é, o PN não “goleou” o comparador nesse desfecho. Onde o PN se destacou foi nas medidas biométricas: teve taxa de melhora maior em elasticidade e hidratação da pele, e também em rugosidade e volume de poros, quando comparado ao lado tratado com ácido hialurônico. Nenhum efeito adverso sério foi registrado nos dois lados.

Desfecho (6 semanas, split-face)Lado PolinucleotídeoLado Ácido hialurônico não reticulado
Melhora visual global (GAIS) e satisfação (VAS)comparávelcomparável
Elasticidade e hidratação da peletaxa de melhora maiormelhora menor
Rugosidade e volume de porostaxa de melhora maiormelhora menor
Eventos adversos sériosnenhumnenhum

Fonte: Lee et al., 2022 — n=27, split-face, randomizado, duplo-cego. Os autores relataram a direção do resultado (PN superior em elasticidade/hidratação/rugosidade/poros); percentuais exatos não constam do resumo disponível publicamente — por isso as células usam categoria qualitativa, não barra numérica, evitando precisão que a fonte não oferece.

Rugas periorbitais e pálpebra inferior: números reais, mas sem grupo controle

O estudo mais recente e mais rico em números é uma série de casos prospectiva de Ziade et al. (2026), com 42 pacientes (idade média 43,55 anos; 73,8% mulheres), tratados com polinucleotídeo a 7,5 mg/mL (2 mL/sessão), em 2 sessões com 3 semanas de intervalo, sessão extra opcional para rugas persistentes, e 6 meses de acompanhamento. Os resultados em escala de avaliação clínica foram expressivos: a nota de aparência da pálpebra inferior melhorou 9,52 pontos aos 3 meses (p<0,001), e a nota do “pé de galinha” (rugas periorbitais laterais) melhorou 10,57 pontos no mesmo prazo (p<0,001), com satisfação do paciente também no pico aos 3 meses. Os efeitos adversos relatados foram inchaço leve e desconforto, com alguns casos de equimose (roxo) leve nos primeiros 2 dias, sem complicações tardias.

Ganho na escala de avaliação clínica aos 3 meses (Ziade, 2026)
Barras ordenam a magnitude relatada entre as duas regiões avaliadas — não são um percentual de “cura”, e o estudo não teve grupo controle
Pálpebra inferior
+9,52 pts
Pé de galinha (rugas laterais)
+10,57 pts
Fonte: Ziade et al., 2026 — série de casos prospectiva, n=42, sem grupo controle, sem cegamento, avaliação com desfecho relatado pelo paciente/investigador e sem imagem objetiva. p<0,001 em ambas as regiões, mas sem comparador, parte da melhora pode incluir expectativa do paciente e regressão à média — não é possível isolar quanto do ganho é atribuível só ao produto.
Olheira por hiperpigmentação estrutural: o estudo real-world com 61 pacientes

Para a queixa de “olheira” propriamente dita — a hiperpigmentação/sombra periorbital, e não só a ruga —, o estudo mais direto é o de Amado et al. (2026): uma coorte observacional multinacional, aberta (sem cegamento), com 61 pacientes de ambos os sexos e distribuição etária ampla (média de 41,5 ± 10,5 anos, variando de 20 a 67), todos com olheiras consideradas incômodas pelo próprio paciente, cobrindo diferentes subtipos de escurecimento periorbital. O protocolo foi de 3 injeções intradérmicas do hidrogel de polinucleotídeo a 7,5 mg/mL ao longo de 6 semanas, com avaliação em 1 e 3 meses. O resultado central: mudança generalizada e altamente significativa para menor gravidade da hiperpigmentação periorbital (p<0,001), com o benefício mais evidente nos pacientes tratados com agulha (em vez de cânula) e no subtipo estrutural de olheira — o tipo ligado à sombra da própria anatomia óssea/gordura, e não só à pigmentação da pele.

O que os dados mostram
O que o desenho do estudo não permite afirmar
Em 61 pacientes acompanhados por até 3 meses, houve piora estatisticamente menor da hiperpigmentação periorbital em praticamente toda a amostra (p<0,001), com melhora adicional em firmeza, uniformidade de tom e luminosidade da pele avaliada por fotografia digital (Amado, 2026).
É um estudo aberto e observacional, sem grupo placebo, sem cegamento do avaliador e sem randomização — o desenho não separa o efeito real do produto de viés de expectativa, efeito da própria injeção (microtrauma controlado estimula colágeno por si) ou regressão à média em pacientes que buscaram tratamento justamente na fase mais incomodada.
A parte honesta: por que quase tudo isso é coreano, pequeno e de curto prazo

Aqui está o ponto que separa uma apostila de propaganda de uma apostila científica. A revisão sistemática mais recente sobre polinucleotídeos em medicina estética, de Lampridou et al. (2025), reuniu todos os estudos clínicos disponíveis sobre o tema (não só periorbital) e encontrou apenas 9 estudos ao todo — dos quais 7 foram conduzidos na Coreia do Sul e 2 na Itália; nenhum na América do Norte ou no norte da Europa. O total somado de pacientes nesses 9 estudos foi de 219, com estudos individuais variando de 5 a 72 pacientes — várias amostras de um dígito. O seguimento variou de 2 a 28 semanas, a maioria concluindo a avaliação entre 12 e 18 semanas — ou seja, quase nenhum dado sobre durabilidade além de meio ano. A conclusão dos próprios autores da revisão é direta: “dada a qualidade baixa a moderada dos estudos existentes, mais pesquisa de alta qualidade é necessária para tirar conclusões firmes” — e vários autores dos estudos incluídos declararam vínculo financeiro com fabricantes de polinucleotídeos.

Um episódio real reforça por que essa cautela importa: um dos primeiros grandes ensaios comparando preenchedor de polinucleotídeo com ácido hialurônico no “pé de galinha” — publicado em 2014 no Journal of Korean Medical Science, com resultado favorável ao polinucleotídeo — foi formalmente retratado em 2016. O motivo: a empresa fabricante do produto testado havia financiado o estudo, e um dos coautores trabalhava no centro de pesquisa dessa mesma empresa — vínculo que não foi declarado corretamente na publicação original. Não significa que polinucleotídeo “não funciona”; significa que, historicamente, parte da evidência mais entusiasmada sobre esse ativo específico teve problema de conflito de interesse não revelado — e é exatamente por isso que vale exigir replicação independente antes de tratar qualquer número como definitivo.

Mapa da evidência: de onde vêm os 9 estudos da revisão sistemática
Ilustrativo — proporção de estudos por país, não peso estatístico
Coreia do Sul
7 de 9 estudos
Itália
2 de 9 estudos
Fonte: Lampridou et al., 2025 — revisão sistemática, 9 estudos, amostra total de 219 pacientes (variação de 5 a 72 por estudo), seguimento de 2 a 28 semanas, qualidade metodológica classificada como baixa a moderada em todos os estudos incluídos.
Por ser procedimento injetável

Aplicação de polinucleotídeos na região periorbital é procedimento injetável, ato biomédico realizado por profissional habilitado. A região dos olhos tem anatomia vascular delicada e pele muito fina — a escolha entre agulha e cânula, a profundidade e o volume por ponto fazem diferença real no resultado e na segurança. A investigação da causa da olheira (vascular, pigmentar, estrutural ou mista) e a decisão sobre se e como tratar cabem à avaliação individual, não a este material.

Um erro muito comum

Ouvir “DNA de salmão” e reagir a um dos dois extremos: achar assustador (como se DNA de outro animal fosse “entrar” no seu) ou achar mágico demais para ser real.

Nenhum dos dois é o que a ciência descreve. O PDRN não se integra ao genoma humano — ele é um agonista de receptor de membrana (A2A de adenosina), com mecanismo de ação farmacológico específico e replicado em laboratório (Galeano, 2008; Altavilla, 2011). Isso é biologia séria, não mistério nem folclore. Ao mesmo tempo, “mecanismo comprovado em laboratório” não é sinônimo de “eficácia periorbital comprovada em humanos” — para isso, a evidência específica ainda é do tamanho descrito nesta apostila: pequena, majoritariamente coreana, de curto prazo.

O certo: tratar o nome “DNA de salmão” como curiosidade de origem, não como argumento de venda nem como motivo de medo — e julgar o produto pelo que os estudos efetivamente mediram (elasticidade, hidratação, rugosidade, pontuação de rugas, gravidade de hiperpigmentação), sabendo que o corpo de evidência ainda é emergente.

A Sacada dos DoutoresMecanismo maduro, evidência periorbital ainda jovem

O que mais me chama atenção neste conjunto de estudos é a distância entre a solidez do mecanismo e o tamanho da evidência clínica específica. A farmacologia do receptor A2A é bem descrita, com relação dose-efeito e reversão por antagonista — isso é ciência básica de qualidade (Galeano, 2008; Altavilla, 2011). Mas quando eu olho para os estudos feitos de verdade na região periorbital em humanos, encontro uma série de casos sem controle (Ziade, 2026), uma coorte aberta sem placebo (Amado, 2026) e um único ensaio comparativo randomizado com 27 pessoas (Lee, 2022) — e a própria revisão sistemática da área admite que a qualidade metodológica é baixa a moderada em todos os 9 estudos que existem (Lampridou, 2025). Isso não descarta o polinucleotídeo; coloca-o exatamente onde a honestidade pede: força de evidência B, emergente, promissora, mas não definitiva — e o episódio do estudo retratado por conflito de interesse não declarado é um lembrete de que “estudo coreano publicado” não é sinônimo automático de “estudo independente”. Sigo esse ativo com interesse, e recomendo a mesma curiosidade cética a quem está decidindo se ele serve para o seu caso.

DF
Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · responsável pelo conteúdo
O que levar desta apostila
  • PDRN não é “genética” — é agonista do receptor A2A de adenosina; bloquear o receptor anula o efeito em modelo animal (Galeano, 2008).
  • O protocolo converge entre consenso de especialistas e estudos recentes: 7,5 mg/mL, 1–2 mL/sessão, a cada 2–3 semanas (Cavallini, 2021; Ziade, 2026; Amado, 2026).
  • O único comparativo direto na região dos olhos (n=27, split-face) não mostrou diferença de satisfação global frente ao ácido hialurônico não reticulado, mas favoreceu o PN em elasticidade, hidratação, rugosidade e poros (Lee, 2022).
  • Em rugas periorbitais, uma série de 42 pacientes sem controle mostrou ganho de 9,52 a 10,57 pontos em escala clínica aos 3 meses (p<0,001) — número expressivo, mas sem grupo comparador (Ziade, 2026).
  • Em olheira estrutural, uma coorte aberta de 61 pacientes mostrou melhora significativa da hiperpigmentação (p<0,001), maior com agulha do que com cânula (Amado, 2026).
  • A base de evidência ainda é pequena e concentrada: 9 estudos ao todo na revisão mais recente, 7 deles coreanos, 219 pacientes somados, qualidade baixa a moderada (Lampridou, 2025) — e um ensaio antigo da área foi retratado por conflito de interesse não declarado.
  • É procedimento injetável — os números aqui informam a conversa, mas a indicação e a técnica são decididas na avaliação individual.
O próximo passo

Se a queixa é pele fina, rugas finas e qualidade dérmica ruim na região dos olhos, os estudos disponíveis sobre PDRN mostram sinal real, mas ainda em construção — o tipo de dado que justifica considerar a opção, não prometê-la como solução fechada. A avaliação individual é o que define se esse é o caminho certo para a causa específica da sua olheira, e como ele se compara ou se combina com outras ferramentas para a região periorbital.

Referências
  1. Lampridou S, Bassett S, Cavallini M, Christopoulos G. The Effectiveness of Polynucleotides in Esthetic Medicine: A Systematic Review. J Cosmet Dermatol, 2025;24(2):e16721 — 9 estudos, 7/9 coreanos, n total 219 (5–72/estudo), seguimento 2–28 semanas, qualidade baixa a moderada.
  2. Lee YJ, Kim HT, Lee YJ, et al. Comparison of the effects of polynucleotide and hyaluronic acid fillers on periocular rejuvenation: a randomized, double-blind, split-face trial. J Dermatolog Treat, 2022;33(1):254–260 — n=27, PN x ácido hialurônico não reticulado, sem diferença em GAIS/VAS, PN favorecido em elasticidade/hidratação/rugosidade/poros.
  3. Ziade M, et al. Prospective Observational Study of Polynucleotide Injections for Periorbital Rhytides. J Cosmet Dermatol, 2026 — n=42, série de casos sem controle, ganho de 9,52 (pálpebra inferior) e 10,57 (pé de galinha) pontos aos 3 meses (p<0,001).
  4. Amado R, Al-Mukhtar Y, Lanza E, et al. A Real-World Study of Polynucleotides HPT for Treating Periorbital Hyperpigmentation. Clin Cosmet Investig Dermatol, 2026;19:605046 — n=61, coorte aberta, melhora significativa da hiperpigmentação periorbital (p<0,001).
  5. Cavallini M, Bartoletti E, Maioli L, et al. Consensus report on the use of PN-HPT™ (polynucleotides highly purified technology) in aesthetic medicine. J Cosmet Dermatol, 2021;20:922–928 — protocolo de consenso: 7,5 mg/mL, 1–2 mL/sessão, a cada 14–21 dias.
  6. Galeano M, Bitto A, Altavilla D, et al. Polydeoxyribonucleotide stimulates angiogenesis and wound healing in the genetically diabetic mouse. Wound Repair Regen, 2008;16(2):208–217 — mecanismo via receptor A2A; bloqueio do receptor anula o efeito.
  7. Altavilla D, Squadrito F, Polito F, et al. Activation of adenosine A2A receptors restores the altered cell-cycle machinery during impaired wound healing in genetically diabetic mice. Surgery, 2011;149(2):253–261 — mecanismo complementar, modelo animal.
  8. Pak CS, et al. A Phase III, Randomized, Double-Blind, Matched-Pairs, Active-Controlled Clinical Trial… Polynucleotide Filler and Hyaluronic Acid Filler in the Correction of Crow’s Feet. J Korean Med Sci, 2014;29(Suppl 3):S201–S209 — RETRATADO em 2016 por conflito de interesse (financiamento e vínculo empregatício com o fabricante não declarados); citado aqui como alerta de calibração, não como evidência de eficácia.
Biomédica · CRBM 8242-PR
Conteúdo informativo e educativo — NÃO é prescrição nem indicação fechada. Aplicação de polinucleotídeos/PDRN é procedimento injetável de profissional habilitado; as informações aqui descrevem o que os estudos citados mostraram, com suas limitações de amostra e seguimento, não uma indicação para o seu caso específico. Dúvida sobre a causa da sua olheira ou sobre a adequação do tratamento pede avaliação individual.