SÉRIE PREENCHIMENTO COM AH × ROLLING (CICATRIZ ATRÓFICA) · 8 DE 9

O material com o estudo mais forte para cicatriz de acne não é o ácido hialurônico

O maior e mais rigoroso ensaio clínico randomizado já publicado para cicatriz rolling não testou ácido hialurônico. Testou PMMA-colágeno, multicêntrico, duplo-cego, 147 pacientes — dez vezes o tamanho do melhor RCT de AH puro. Esta é a oitava de nove apostilas desta série, o capítulo mais anti-óbvio de todos, e ela existe para comparar dois corpos de evidência publicados separadamente com o mesmo rigor.

Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · Diretora Clínica
Aviso importante — leia antes desta apostila

Preenchimento em cicatriz de acne — seja com ácido hialurônico ou com PMMA-colágeno — é PROCEDIMENTO ESTÉTICO INJETÁVEL, ato biomédico, sempre realizado por profissional habilitado. O PMMA-colágeno (nome comercial Bellafill, anteriormente Artefill) é outro produto e outro procedimento, com composição, mecanismo de permanência e perfil de risco diferentes do ácido hialurônico — não é uma variação do mesmo material “em versão mais forte”. Esta apostila relata o que os estudos publicados sobre cada um mostraram, com neutralidade científica: não promove nem desqualifica nenhum dos dois. Qual material é indicado, se algum, depende de avaliação individual presencial, que examina a cicatriz, o histórico e o que a pessoa valoriza entre reversibilidade e durabilidade.

As sete apostilas anteriores desta série mostraram o mecanismo do rolling, a evidência de eficácia do ácido hialurônico, o protocolo, os critérios de seleção, as combinações, a segurança e os exageros de marketing mais comuns. Em nenhum momento até aqui apareceu uma pergunta que muda o quadro inteiro: existe um material testado nesta mesma indicação, com um ensaio clínico maior, mais rigoroso e mais replicado do que qualquer estudo de AH puro — e ele não é o ácido hialurônico.

Esse material é o PMMA-colágeno (polimetilmetacrilato suspenso em colágeno bovino, base do produto registrado nos EUA como Bellafill/Artefill). Este capítulo existe para colocar os dois corpos de evidência lado a lado, com os números reais de cada um — sem transformar isso em “o AH não presta” nem em “os dois têm evidência igual”. Nenhuma das duas frases é verdadeira, e este é o único capítulo da série dedicado inteiramente a essa comparação.

O RCT que a maioria das conversas sobre preenchimento em cicatriz esquece de mencionar

Karnik et al. (2014, J Am Acad Dermatol 71(1):77-83) é o ensaio clínico pivotal de PMMA-colágeno para cicatriz atrófica de acne — o mesmo estudo que serviu de base para o registro de aprovação do produto pela FDA nessa indicação. O desenho é o mais robusto localizado nesta série inteira, para qualquer material: multicêntrico, duplo-cego, com 147 participantes. O critério de inclusão exigia pelo menos 4 cicatrizes rolling atróficas moderadas a graves por paciente — o mesmo subtipo de cicatriz que esta série trata do início ao fim. Os pacientes receberam PMMA-colágeno ou solução salina (controle), em até 2 sessões de aplicação, com avaliação por escala validada de gravidade de cicatriz e seguimento de 6 meses.

O resultado: 64% de sucesso no grupo PMMA-colágeno contra 33% no grupo controle (p=0,0005) — uma diferença estatisticamente robusta, num ensaio grande o bastante para detectá-la com segurança. Karnik e colaboradores também relataram ausência de diferença de eficácia ou segurança por sexo, fototipo mais escuro de pele ou idade avançada, e um perfil de segurança descrito como “excelente”, com eventos adversos leves e reversíveis (não confundir com reversibilidade do próprio material, tratada mais adiante).

A extensão de 12 meses da mesma coorte — e por que ela pesa diferente do RCT original
Cohen et al. 2016 (Plast Reconstr Surg Glob Open), mesma população de 147 pacientes do RCT de Karnik 2014
RCT original (Karnik 2014)147 pacientes, multicêntrico, duplo-cego, 6 meses — força A
Extensão de 12 meses (Cohen 2016)Mesma coorte; publicada como resumo de congresso da ASPS, não artigo original — força B
Resultado da extensão70,7% dos tratados atingiram critério de respondedor aos 12 meses
Honestidade de leitura: 70,7% é um número real, mas vem de um relato em formato de resumo de congresso, sem a metodologia detalhada de um artigo original publicado separadamente. Isso não invalida o dado — só significa que ele deve ser citado como extensão de força B da mesma coorte, não como um segundo RCT independente replicando o achado de Karnik 2014 do zero.
Do outro lado da balança: o RCT mais robusto que existe de ácido hialurônico puro

Para ser justo com o AH, é preciso dizer isto primeiro: existe sim um ensaio clínico randomizado controlado por placebo testando ácido hialurônico isolado em cicatriz atrófica — a suposição de que “AH não tem RCT nenhum” nesta indicação é falsa. O estudo é Siperstein et al. (2022, Journal of Cosmetic Dermatology): desenho split-face, cego, controlado por solução salina, com VYC-17.5L (marca comercial Vollure, tecnologia VYCROSS) aplicado em 2 sessões (dia 0 e dia 30). O desfecho primário, medido pela escala QGSGS (Quantitative Global Scarring Grading System), mostrou redução de -6,6 no lado tratado com AH contra -1,7 no lado com salina (p=0,0008) aos 90 dias — 93% dos participantes preferiram o lado ativo, e 71% relataram melhora “muita ou muitíssima” na escala GAIS avaliada por eles mesmos.

É um RCT de verdade, com desfecho estatisticamente significativo. Mas o tamanho conta a história que falta: N=15 pacientes (30 bochechas), sendo que 14 completaram o desfecho primáriocerca de dez vezes menor do que os 147 pacientes de Karnik 2014. O estudo foi conduzido em centro único (não multicêntrico) e financiado pela Allergan, a fabricante do próprio produto testado. Nenhum desses três fatos — N pequeno, centro único, financiamento do fabricante — invalida o resultado. Mas nenhum RCT posterior, maior ou multicêntrico, replicou esse achado com uma amostra do porte da de Karnik 2014.

RCT pivotal de PMMA-colágeno
Karnik et al., 2014
J Am Acad Dermatol 71(1):77-83
Tamanho da amostraN=147
Desenhomulticêntrico, duplo-cego
Resultado (6 meses)64% vs. 33% controle, p=0,0005
Financiamento / basebase do registro de aprovação FDA
RCT mais robusto de AH puro
Siperstein et al., 2022
Journal of Cosmetic Dermatology
Tamanho da amostraN=15 (14 completaram)
Desenhocentro único, split-face
Resultado (90 dias)QGSGS -6,6 vs. -1,7, p=0,0008
Financiamento / basefinanciado pela Allergan (fabricante do produto testado)

As barras ilustram a ordem de grandeza de cada métrica lado a lado (amostra, rigor de desenho, força estatística do resultado) — não uma comparação estatística direta entre os dois estudos, que usaram escalas e populações diferentes. Os dois resultados (p=0,0005 e p=0,0008) são, cada um dentro do seu próprio desenho, estatisticamente sólidos.

Os dois corpos de evidência lado a lado — o que uma revisão sistemática de 2025 tabulou

A revisão sistemática de Albargawi (2025, Journal of Cosmetic Dermatology), a mesma já citada nas apostilas 04 e 06 desta série, reuniu 26 estudos e 1.121 participantes sobre preenchedores em cicatriz de acne — e tabulou os dois corpos de evidência separadamente. O resultado é o dado mais anti-óbvio de toda esta série: em número de estudos, o AH aparece mais vezes (14 estudos) do que o PMMA-colágeno (5 estudos). Mas o número de participantes conta uma história diferente da simples contagem de estudos.

Métrica (Albargawi, 2025)Ácido hialurônicoPMMA-colágeno
Estudos incluídos na revisão145
Participantes totais372305
Maior RCT isolado localizadoSiperstein 2022 — N=15, centro únicoKarnik 2014 — N=147, multicêntrico, duplo-cego
Peso do maior RCT no total do material~4% dos 372 participantes de AH~48% dos 305 participantes de PMMA — quase metade
Padrão do corpo de evidênciafragmentado em muitos estudos pequenos (séries de casos, RCTs pequenos)concentrado em 1 RCT grande, com extensão de 12 meses da mesma coorte

Em outras palavras: o AH tem mais estudos, mas cada um contribui com poucos pacientes — o corpo de evidência é largo e raso. O PMMA-colágeno tem menos estudos, mas quase metade de todos os pacientes de PMMA já estudados nesta indicação vêm de um único ensaio grande, multicêntrico e duplo-cego. É essa concentração num RCT robusto — não o número de estudos — que faz da evidência de PMMA-colágeno a mais forte do campo inteiro para cicatriz rolling de acne.

Por que a diferença existe: bioestimulação, não só preenchimento mecânico

Almukhadeb e colaboradores (2023, Annals of Dermatology) descrevem o mecanismo que ajuda a explicar por que os dois materiais não são “a mesma coisa, um mais testado que o outro”: o PMMA-colágeno estimula a substituição do colágeno bovino carreador por colágeno autólogo (produzido pelo próprio corpo do paciente) ao longo do tempo. Esse processo de bioestimulação é um mecanismo biológico adicional, que soma-se — e não substitui — ao efeito mecânico de preenchimento de volume que o ácido hialurônico também produz.

É esse racional biológico, e não apenas “mais produto injetado”, que sustenta por que o PMMA-colágeno tem resultado descrito como permanente: as microesferas de PMMA permanecem no tecido de forma definitiva, encapsuladas por colágeno que o próprio organismo passou a produzir ao redor delas. O AH, por sua natureza físico-química, é gradualmente degradado por hialuronidase endógena — daí a janela de 6 a 18 meses descrita nas mesmas revisões (Albargawi 2025; Almukhadeb 2023), já detalhada na apostila 06 desta série.

Permanente, sem reversibilidade química

PMMA-colágeno

Mais de 3 anos de duração documentada, sustentado por bioestimulação de colágeno autólogo. Mas não existe uma enzima equivalente à hialuronidase para desfazer o material quimicamente: um nódulo tardio ou um resultado indesejado exige acompanhamento clínico prolongado, corticoide ou remoção cirúrgica — nunca uma reversão em minutos.

Temporário, reversível com hialuronidase

Ácido hialurônico

Dura de 6 a 18 meses e pode ser desfeito quimicamente se necessário — uma margem de correção real que o PMMA-colágeno não tem. O custo dessa reversibilidade é a própria duração: o efeito se dissolve com o tempo e pede reaplicação para se manter, algo que o RCT mais robusto de AH (Siperstein) só sustentou com retoque opcional pelo caminho.

Os dois cartões acima descrevem uma troca (trade-off), não um ranking: nenhum dos dois materiais é objetivamente “melhor” nesta dimensão — cada um resolve um problema diferente (durabilidade sem manutenção vs. correção sem cirurgia).

A conclusão honesta — e o que “mais estudado” não quer dizer

Juntando os quatro blocos anteriores, a conclusão que esta apostila sustenta não é nenhuma das duas frases fáceis que o marketing costuma usar. Não é “o ácido hialurônico não tem evidência” — tem: existe um RCT controlado por placebo real (Siperstein 2022), com resultado estatisticamente significativo. E não é “os dois materiais têm evidência equivalente” — não têm: o corpo de evidência de PMMA-colágeno é concentrado num RCT multicêntrico duplo-cego de 147 pacientes, com extensão de 12 meses da mesma coorte; o corpo de evidência de AH puro é real, mas modesto e fragmentado, sem nenhum estudo posterior que tenha replicado o achado de Siperstein 2022 numa escala comparável.

A frase honesta é mais específica que as duas anteriores: o ácido hialurônico tem evidência real, mas modesta e pouco replicada; o PMMA-colágeno tem a evidência mais robusta de todo o campo de preenchimento em cicatriz de acne — ao custo de ser permanente e sem reversibilidade química. Permanência sem antídoto não é só uma vantagem de durabilidade: é também um risco que o AH não carrega da mesma forma — se algo não sair como esperado, não há correção química disponível, apenas manejo clínico ao longo do tempo. A escolha entre os dois materiais depende do que a pessoa valoriza mais — reversibilidade e ajustabilidade (AH) ou durabilidade e robustez de evidência (PMMA-colágeno) — não de um ser “cientificamente comprovado” e o outro não.

Um ponto final de honestidade metodológica, que esta busca não encontrou em nenhum lugar: não existe, até onde esta revisão localizou, nenhum ensaio clínico comparando os dois materiais diretamente, cabeça-a-cabeça, dentro do mesmo estudo. Tudo o que este capítulo comparou são dois corpos de evidência publicados separadamente, com desenhos, escalas e populações diferentes — uma comparação indireta, declarada como tal, não um RCT comparativo direto entre AH e PMMA-colágeno.

Por que este capítulo não recomenda um material sobre o outro

Esta apostila relata o que os estudos publicados mostraram sobre cada material — não decide qual é indicado para uma cicatriz específica. Profundidade da lesão, grau de fibrose, expectativa de durabilidade, tolerância a um procedimento permanente e histórico de cada pessoa mudam essa equação caso a caso. Essa decisão pertence à avaliação individual presencial com profissional habilitado.

Um erro muito comum

Achar que “ter o estudo mais forte” significa “ser a escolha certa para todo mundo”.

É tentador ler o dado desta apostila — RCT maior, multicêntrico, duplo-cego, com extensão de 12 meses — e concluir que o PMMA-colágeno é automaticamente a melhor opção para qualquer pessoa com cicatriz rolling. Essa leitura ignora que robustez de evidência e adequação clínica individual são perguntas diferentes. Um material permanente, sem correção química se algo sair diferente do esperado, pode ser exatamente o que uma pessoa não quer assumir como risco — mesmo sabendo que a evidência por trás dele é mais forte. E o inverso também é verdade: preferir o AH pela reversibilidade não é “escolher a opção com menos ciência por trás”, é escolher com base numa evidência real, ainda que menor.

O certo: tratar “qual material tem o RCT mais forte” e “qual material é indicado para esta pessoa” como duas perguntas separadas. A primeira é uma leitura honesta da literatura, que esta apostila responde. A segunda depende do que a pessoa valoriza — reversibilidade ou durabilidade — e da avaliação presencial de sua cicatriz e histórico, que só o profissional habilitado faz.

A Sacada dos DoutoresA síntese que fecha o argumento científico desta série inteira

Este é o capítulo que eu mais gosto de explicar com calma, porque ele desmonta uma suposição que praticamente ninguém questiona: a de que “o material mais usado no consultório” e “o material com o estudo mais forte” são sempre o mesmo. Não são. O ácido hialurônico é o que eu mais utilizo nesta indicação — é reversível, ajustável, e a evidência real por trás dele (Siperstein 2022) me dá segurança para recomendá-lo. Mas seria desonesto da minha parte não dizer, quando perguntada, que o ensaio clínico mais robusto já publicado para cicatriz rolling testou outro material, o PMMA-colágeno, com uma amostra dez vezes maior e um desenho multicêntrico duplo-cego que o AH ainda não teve.

Isso não muda minha prática por si só — porque durabilidade permanente sem reversibilidade química é um tipo de risco que boa parte das pessoas prefere não assumir, mesmo sabendo da força do estudo por trás dele. A decisão certa não nasce de “qual tem mais paper”, nasce de conversar com a pessoa sobre o que ela valoriza: ajustar e reverter se algo mudar, ou aceitar permanência em troca de um resultado sustentado por mais tempo, com o RCT mais forte do campo por trás. As duas escolhas são cientificamente informadas. Nenhuma das duas é a “errada”.

DF
Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · responsável pelo conteúdo
O que levar desta apostila
  • O RCT mais robusto para cicatriz rolling é de PMMA-colágeno, não de AH: Karnik et al. 2014, multicêntrico, duplo-cego, N=147, sucesso de 64% vs. 33% controle (p=0,0005); extensão de 12 meses (Cohen 2016, força B) chegou a 70,7% de respondedores.
  • O AH tem, sim, um RCT real: Siperstein 2022, N=15, split-face, controlado por placebo, redução QGSGS -6,6 vs. -1,7 (p=0,0008) — mas dez vezes menor, de centro único e financiado pelo fabricante do produto testado.
  • Albargawi 2025 tabula os dois corpos de evidência: AH tem mais estudos (14 estudos/372 participantes, fragmentados), PMMA tem menos estudos mas mais concentrados (5 estudos/305 participantes, quase metade vindo só de Karnik 2014).
  • O mecanismo difere: PMMA-colágeno estimula bioestimulação de colágeno autólogo (Almukhadeb 2023), somando-se ao preenchimento mecânico — não é “o mesmo mecanismo do AH, só que mais forte”.
  • A troca real não é hierarquia, é trade-off: permanência sem reversibilidade química (PMMA) contra reabsorção temporária com correção disponível (AH) — cada material resolve um problema diferente.
  • Não existe comparação direta cabeça-a-cabeça entre os dois materiais no mesmo ensaio — a comparação feita aqui é entre dois corpos de evidência publicados separadamente, e isso precisa ser dito com clareza.
  • “Mais estudado” não é sinônimo de “certo para todo mundo”: a escolha depende do que a pessoa valoriza (reversibilidade ou durabilidade) e da avaliação presencial da cicatriz e do histórico de cada paciente.
O próximo passo

Com os dois corpos de evidência comparados com o mesmo rigor, falta a pergunta mais prática de todas: diante de tudo isso, o que é razoável esperar de um resultado real, e onde está o limite? A última apostila da série fecha o arco com expectativa realista — o que a evidência sustenta e o que ela não sustenta, para nenhum dos dois materiais. Leve estas informações à avaliação individual: é o profissional habilitado, presencialmente, quem examina a cicatriz e ajuda a decidir entre reversibilidade e durabilidade no seu caso.

Referências
  1. Karnik J, Baumann L, Bruce S, Callender V, Cohen S, Grimes P, Joseph J, Shamban A, Spencer J, Tedaldi R, Werschler WP, Smith SR. A double-blind, randomized, multicenter, controlled trial of suspended polymethylmethacrylate microspheres for the correction of atrophic facial acne scars. J Am Acad Dermatol 71(1):77-83, 2014 — RCT pivotal de PMMA-colágeno, N=147, multicêntrico, duplo-cego; sucesso 64% vs. 33% controle (p=0,0005); base do registro de aprovação FDA.
  2. Cohen JL, et al. Long-term safety and patient satisfaction with polymethylmethacrylate-collagen for the treatment of atrophic acne scars: a 12-month follow-up. Plast Reconstr Surg Glob Open, 2016 — extensão de 12 meses da mesma coorte de Karnik 2014; 70,7% dos tratados atingiram critério de respondedor; formato de resumo de congresso ASPS, força B.
  3. Siperstein M, Nestor M, Meran S, Grunebaum L. A Randomized, Split-Face, Placebo-Controlled Study Evaluating the Safety and Efficacy of a Hyaluronic Acid Filler for the Correction of Atrophic Acne Scars. J Cosmet Dermatol, 2022 — RCT split-face de AH puro (VYC-17.5L), N=15 (30 bochechas), redução QGSGS -6,6 vs. -1,7 (p=0,0008); centro único, financiado pela Allergan.
  4. Albargawi S. Comparative efficacy and safety of synthetic fillers for atrophic acne scars: A systematic review. J Cosmet Dermatol, 2025 — revisão sistemática, 26 estudos/N=1.121; tabula AH (14 estudos/372 participantes) vs. PMMA-colágeno (5 estudos/305 participantes).
  5. Almukhadeb E, Binkhonain F, Alkahtani A, Alhunaif S, Altukhaim F, Alekrish K. Filler Injections for Acne Scars: A Systematic Review. Ann Dermatol, 2023 — descreve o mecanismo de bioestimulação do PMMA-colágeno (substituição do colágeno bovino carreador por colágeno autólogo) e as janelas de duração de AH (até 18 meses) vs. PMMA-colágeno (permanente, mais de 3 anos).
Biomédica · CRBM 8242-PR
Conteúdo informativo e educativo — NÃO é indicação fechada, protocolo pronto nem recomendação de um material sobre o outro. Preenchimento em cicatriz de acne, com ácido hialurônico ou com PMMA-colágeno, é procedimento estético injetável, ato biomédico, realizado por profissional habilitado. Os dados comparativos descritos aqui refletem o que a literatura científica publicou sobre cada material separadamente — não foi localizada comparação direta cabeça-a-cabeça entre os dois no mesmo ensaio. A escolha entre reversibilidade e durabilidade, e a indicação de qualquer um dos dois materiais, dependem de avaliação individual presencial do perfil, da cicatriz e do histórico de cada pessoa.