Comparativo · Laser Ablativo × Laser CO2

Laser Ablativo (Érbio:YAG) ou Laser CO2 para Box Car: qual dos dois é melhor?

Os dois vaporizam a superfície da pele para estimular colágeno nas paredes retas e rasas da cicatriz box car — mas fazem isso de formas diferentes, com dor, tempo de recuperação e robustez de evidência também diferentes. A meta-análise mais direta que compara os dois (418 pacientes) mostra o CO2 discretamente mais eficaz — e, no mesmo estudo, com mais dor e mais eritema prolongado. Não existe um vencedor único aqui: existe o cenário de cada um, e é isso que esta apostila organiza.

Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · Diretora Clínica
Aviso importante — leia antes

Laser Ablativo (Érbio:YAG) e Laser CO2 fracionado são procedimentos estéticos realizados por profissional habilitado — este material é informativo e educativo, com base em estudos publicados. Os números, percentuais e comparações citados aqui descrevem o que os estudos testaram e mediram em grupos de pacientes, não uma previsão fechada para a sua cicatriz. Tipo e profundidade da cicatriz, fototipo, histórico de cicatrização e expectativa de recuperação mudam qual tecnologia, parâmetro e número de sessões fazem sentido — por isso a escolha entre os dois é sempre avaliação individual do profissional que examina o seu caso.

“Qual dos dois é melhor?” é a pergunta que quase todo mundo faz primeiro — e é uma pergunta mal colocada, não porque a resposta seja indiferente, mas porque ela pressupõe que existe uma resposta única, válida para qualquer cicatriz, qualquer pele e qualquer prioridade de recuperação. Não existe. Existe uma tecnologia que, em média, entrega uma taxa de resposta um pouco maior — e existe a mesma tecnologia entregando, em média, mais dor e mais vermelhidão prolongada pelo caminho. A pergunta certa não é “qual é melhor”, é “melhor para quê, e ao custo de quê”.

Um esclarecimento de nome primeiro, porque o marketing do setor adora confundir isso: na nomenclatura usada aqui, “Laser Ablativo” é o laser de Érbio:YAG (2.940 nm) — distinto do Laser CO2 fracionado (10.600 nm). Tecnicamente, os dois comprimentos de onda são “ablativos” (ambos vaporizam tecido); a diferença que importa na prática está em quanto calor cada um deixa para trás ao redor da vaporização, e é esse detalhe físico que explica quase toda a diferença de eficácia, dor e recuperação entre eles. Esta apostila organiza o que a ciência mostra sobre cicatriz de acne tipo box car — bordas retas, verticais, mais rasa que a cicatriz em “buraco de gelo” (icepick) — comparando os dois, sem eleger um campeão fixo.

Box Car: por que a forma dessa cicatriz responde bem a resurfacing a laser

A classificação mais usada na dermatologia para cicatriz de acne atrófica divide os casos em três formatos: icepick (estreita, profunda, em “V”, como picada de gelo), rolling (ondulada, bordas suaves, causada por bandas fibrosas puxando a pele) e box car (bordas verticais e retas, formato de “U”, em geral mais rasa e mais larga que a icepick) — descrita no sistema de classificação de Jacob, Dover & Kaminer (2001), ainda referência para decidir tratamento por formato de cicatriz.

Essa geometria importa porque o resurfacing a laser ablativo (seja CO2, seja Er:YAG) atua vaporizando e remodelando a superfície e a derme superficial/média — funciona melhor onde a “parede” da cicatriz é mais rasa e mais acessível ao feixe. Um estudo com CO2 fracionado como monoterapia em 60 pacientes com cicatriz atrófica moderada a grave encontrou resposta excelente (mais de 50% de melhora) em 43,3% dos casos e resposta boa (25% a 50%) em 25% — mas o achado mais relevante para esta apostila é qualitativo: cicatrizes rolling e box car superficiais responderam melhor, enquanto as icepick (mais profundas e estreitas) responderam menos ao laser fracionado isolado (Majid & Imran, 2014). É por isso que “box car, bordas retas, mais rasa” — o recorte exato desta apostila — está entre os formatos de cicatriz com melhor prognóstico para as duas tecnologias comparadas aqui, ainda que a intensidade da resposta continue variando por caso.

O que cada modalidade é: dois comprimentos de onda, dois jeitos de vaporizar
Laser CO2 (10.600 nm) — mais calor residual ao redor da vaporização
Verma, Yumeen & Raggio, 2023 (StatPearls) — mecanismo do CO2 ablativo
Absorção pela águamenor que a do Er:YAG no mesmo volume de tecido
Penetra mais fundomaior zona de coagulação térmica ao redor da microcoluna
Mais estímulo de colágenoe também mais dor/eritema no pós, ver seção de segurança
Laser Ablativo — Érbio:YAG (2.940 nm) — vaporização mais “limpa”
Yumeen, Hohman & Khan, 2023 (StatPearls) — mecanismo do Er:YAG
Quase no pico de absorção da águaa própria água vaporizada funciona como dissipador de calor
Menos calor residual lateralpermite mais passadas na mesma sessão com menor risco de queimadura
Recuperação tende a ser mais rápidahistoricamente com resultado por sessão um pouco mais discreto
Não confundir: Er:YAG (2.940 nm, ablativo) é diferente de Er:Glass (1.540-1.565 nm, não-ablativo) — o nome “Érbio” sozinho é ambíguo e alguns materiais de marketing exploram essa confusão. Esta apostila trata apenas do Er:YAG ablativo.
O duelo direto: o que a meta-análise com 418 pacientes mostra

A comparação mais robusta entre os dois é uma meta-análise de 2024 que reuniu 8 estudos e 418 pacientes com cicatriz de acne atrófica (210 tratados com CO2 fracionado, 208 com Er:YAG fracionado). O resultado teve duas metades, e as duas importam: a taxa de resposta clínica foi significativamente maior com CO2 (razão de chances OR=1,81), mas o mesmo grupo de pacientes teve dor durante o procedimento significativamente maior (escala visual analógica, diferença média +1,77 pontos) e eritema prolongado significativamente mais longo (diferença média +1,85 dia) no braço CO2 (Liu et al., 2024). O risco de alteração de pigmentação foi comparável entre os dois grupos.

Um dado da mesma meta-análise merece uma ressalva de honestidade: o tempo total de afastamento (“downtime”) pooled foi, na verdade, menor no grupo CO2 (diferença média -2,11 dias) — o oposto do que a intuição sobre “mais calor residual = mais tempo parado” sugeriria. A explicação mais provável é que os estudos incluídos mediram “downtime” (tempo até retomar a rotina) e “eritema” (duração da vermelhidão, muitas vezes disfarçável com maquiagem) como desfechos diferentes — e a heterogeneidade entre os 8 estudos originais limita quanto se pode generalizar esse número isolado. Por isso ele entra aqui como dado real, não como argumento decisivo a favor do CO2.

Laser CO2 fracionado
10.600 nm
Liu et al., 2024 · meta-análise, 210 pacientes
Taxa de resposta clínicamaior (OR 1,81)
Dor durante o procedimentomaior (EVA +1,77)
Eritema prolongadomais longo (+1,85 dia)
Laser Ablativo (Érbio:YAG)
2.940 nm
Liu et al., 2024 · meta-análise, 208 pacientes
Taxa de resposta clínicamenor, ainda positiva
Dor durante o procedimentomenor
Eritema prolongadomais curto

Barras ilustrativas: ordenam a direção e a magnitude relativa relatada no estudo, não são uma medida em escala absoluta para o seu caso.

Uma sessão não fecha o resultado — em nenhuma das duas

Um RCT duplo-cego, split-face (metade do rosto com CO2, metade com Er:YAG, mesmo paciente), com 28 pessoas tratadas para rugas periorbitais, encontrou efeito “aproximadamente equivalente” entre os dois lasers quando a recuperação foi equiparada — redução de cerca de 20% na profundidade da ruga e 10% no escore clínico após uma única sessão (Karsai et al., 2010). O próprio estudo descreve esse resultado como “apreciável, porém limitado” e assinala que múltiplas sessões costumam ser necessárias para o efeito completo — o que, na prática, reduz a vantagem de “menos downtime por sessão” do fracionado, porque o tempo de recuperação se soma a cada nova sessão.

Isso vale tanto para cicatriz quanto para ruga: um dado isolado de Er:YAG em cicatriz de acne (sem comparação direta com CO2) reforça a mesma lógica. Um estudo retrospectivo com 35 pacientes tratados com Er:YAG multifracionado (2.940 nm), 1 a 4 sessões, mostrou melhora predominantemente na faixa de 1% a 25% após a primeira sessão; só na quarta sessão parte dos pacientes chegou a 26%-75% de melhora, e nenhum paciente atingiu 76%-100% de melhora no total — com 48,6% de satisfação (Cenk & Sarac, 2020). É um resultado mais modesto do que os números “de manchete” das meta-análises de CO2 combinado (próxima seção) — e é justamente esse tipo de dado isolado, sem parceiro de combinação, que costuma faltar na conversa sobre Er:YAG.

Onde o CO2 amplia a distância: combinado com PRP ou curativo de ácido hialurônico

A vantagem de eficácia do CO2 cresce quando ele é somado a outra intervenção — mas então o que está sendo medido já não é “laser puro”, é a combinação. Duas meta-análises independentes concordam que adicionar PRP (plasma rico em plaquetas) ao CO2 fracionado melhora o resultado clínico em relação ao laser isolado: uma com 9 estudos mostrou “melhora clínica, taxa de melhora e satisfação” superiores no grupo combinado (Wu et al., 2021); outra, com metodologia própria, encontrou razão de chances de 2,99 para melhora clínica (p=0,001) e 3,17 para satisfação (p=0,002) favorecendo a combinação (Aljefri et al., 2022). Uma terceira meta-análise, com 623 pacientes em 6 RCTs, mostrou que associar um curativo de ácido hialurônico ao CO2 reduziu o escore de gravidade da cicatriz (ECCA) em uma diferença média de -3,37 pontos frente ao laser isolado, além de reduzir a hiperpigmentação pós-inflamatória para cerca de 37% da taxa vista com o laser sozinho (Zhang et al., 2023).

Não existe, na literatura levantada para esta apostila, uma combinação equivalente e igualmente robusta testada para o Er:YAG isolado em cicatriz de acne — o volume de evidência de combinação está concentrado no CO2. Isso não prova que o Er:YAG combinado não funcione; prova que ele foi bem menos estudado nesse desenho específico até agora.

Segurança: hiperpigmentação, herpes e o fototipo que a evidência ainda cobre mal

Os riscos de segurança do resurfacing ablativo (em qualquer um dos dois comprimentos de onda) mais discutidos na literatura são hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI), reativação de herpes simples e eritema prolongado — sendo pele mais escura, área de pele fina e comorbidades os principais fatores de risco descritos (Metelitsa & Alster, 2010). Dois achados quantitativos ajudam a calibrar a conversa: um RCT com 40 pacientes fototipo IV mostrou HPI em 75% dos casos sem profilaxia (só petrolato) contra 40% quando se usou corticoide tópico após o CO2 fracionado (Cheyasak et al., 2015) — ou seja, HPI é um risco alto por padrão em pele mais pigmentada, mas parcialmente administrável. Para herpes, um RCT com 120 pacientes mostrou zero casos de reativação com profilaxia de valaciclovir (500 mg, 2x/dia, por 10 a 14 dias) antes do laser CO2 (Beeson & Rachel, 2002) — um protocolo de segurança, não um dado exclusivo de uma das duas tecnologias.

Hiperpigmentação pós-inflamatória após CO2 fracionado — com e sem profilaxia
RCT split-face, 40 pacientes fototipo IV (Cheyasak et al., 2015) — a barra ordena o achado do estudo, não é uma previsão de risco individual
Sem corticoide (só petrolato)
75% dos casos
Com corticoide tópico
40% dos casos
Estudo feito especificamente em pele asiática fototipo IV — não extrapolar diretamente o percentual exato para todo fototipo escuro, mas o padrão (profilaxia reduz HPI) é consistente com o restante da literatura de segurança em resurfacing ablativo.
A lacuna que a literatura ainda não fechou

Uma revisão sistemática de 461 RCTs de laser/luz em estética (14.763 participantes) encontrou que, entre os estudos que reportaram fototipo, apenas 27,5% incluíram participantes com pele fototipo V ou VI (Manjaly et al., 2023). Isso vale para o corpo de evidência de laser ablativo em geral, incluindo boa parte dos estudos citados nesta apostila — pele mais escura é a população em que a expectativa de resultado e de risco de HPI precisa de mais cautela e mais experiência do avaliador, justamente onde a literatura ainda é mais rasa.

O freio de honestidade: “mais agressivo” não é sinônimo de “resolve mais”

Antes de fechar a comparação entre os dois ablativos, vale um contraponto que a série inteira sobre laser ablativo carrega como princípio: uma meta-análise de 11 estudos de RCT comparando laser ablativo (CO2 e Er:YAG juntos) contra laser não-ablativo em rejuvenescimento facial e de mãos concluiu que “a eficácia e a segurança do laser ablativo não foram maiores que as do não-ablativo” no conjunto analisado quantitativamente (Seirafianpour et al., 2022). Isso não anula os achados específicos de cicatriz de acne mostrados acima — mas é um lembrete de que a ideia de “quanto mais agressivo, melhor resultado” não se sustenta de forma automática nem entre categorias inteiras de tecnologia, quanto mais entre duas variantes dentro da mesma categoria ablativa.

O quadro para guardar: critério por critério
CritérioLaser CO2 fracionadoLaser Ablativo (Er:YAG)Fonte
Taxa de resposta em cicatriz atróficaMaior (OR 1,81)Menor, ainda positivaLiu et al., 2024
Dor durante o procedimentoMaior (EVA +1,77)MenorLiu et al., 2024
Eritema prolongadoMais longo (+1,85 dia)Mais curtoLiu et al., 2024
Downtime agregado (dado heterogêneo)Menor na metanálise (-2,11 dias) — ressalva de heterogeneidadeMaior no mesmo dado agregadoLiu et al., 2024
Sessão única resolve?Não — efeito limitadoNão — efeito limitadoKarsai et al., 2010
Risco de HPI sem profilaxia (fototipo mais escuro)Até 75% descritoEvidência isolada mais escassaCheyasak et al., 2015
Volume de evidência com combinações (PRP, AH)Duas+ meta-análises concordantesNão localizada evidência equivalenteWu 2021; Aljefri 2022; Zhang 2023
Um erro muito comum

Escolher entre os dois só pelo nome que “soa mais forte” ou mais tecnológico, ignorando fototipo e o tipo específico de cicatriz.

É tentador assumir que “o laser mais potente” é sempre a escolha certa, ou que “o mais suave” é sempre mais seguro — mas os próprios dados citados aqui mostram que a resposta depende de variáveis específicas: só 27,5% dos estudos de laser/luz em estética incluem fototipo V-VI (Manjaly et al., 2023), e o risco de hiperpigmentação sem profilaxia pode passar de 70% em pele mais pigmentada (Cheyasak et al., 2015) — variáveis que pesam mais na decisão do que “qual nome parece mais avançado”.

O certo: levar para a avaliação o fototipo, o histórico de cicatrização (queloide, HPI prévia), a profundidade real da cicatriz box car e a prioridade pessoal entre “resultado por sessão” e “tempo de recuperação” — são essas variáveis, não o nome do aparelho, que decidem qual das duas tecnologias faz mais sentido no seu caso.

A Sacada dos DoutoresDuas ferramentas boas, para trade-offs diferentes

O que eu costumo explicar quando alguém pergunta “qual dos dois é melhor” é que a pergunta certa muda o tipo de resposta. Se a prioridade é o maior salto de melhora por sessão e a pessoa tolera mais dor e mais dias de vermelhidão, os dados da meta-análise de Liu (2024) apontam para o CO2 — reforçado pelas combinações com PRP e ácido hialurônico, onde a evidência para o CO2 é bem mais robusta do que para o Er:YAG isolado. Se a prioridade é recuperação mais rápida e menos desconforto durante o procedimento, mesmo que o ganho por sessão tenda a ser mais discreto, o Er:YAG (o Laser Ablativo, na nossa nomenclatura) é a ferramenta que entrega esse outro objetivo. Nenhuma das duas resolve em uma sessão só — isso os estudos são unânimes em mostrar — e nenhuma tem evidência de segurança robusta o bastante em pele bem escura para dispensar cautela redobrada. Por isso eu não fecho esta apostila apontando um vencedor: quem decide entre os dois, olhando a cicatriz, o fototipo e a prioridade de recuperação do caso, é sempre o profissional que avalia você pessoalmente.

DF
Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · responsável pelo conteúdo
O que levar desta apostila
  • Nomenclatura: aqui, “Laser Ablativo” = Érbio:YAG (2.940 nm), distinto do “Laser CO2” fracionado (10.600 nm) — os dois são tecnicamente ablativos, mas com perfil de calor residual diferente.
  • Box car responde relativamente bem a resurfacing: bordas retas e menor profundidade favorecem o laser, frente a cicatrizes icepick mais estreitas e profundas (Majid & Imran, 2014).
  • Na comparação direta, CO2 tem taxa de resposta maior (OR 1,81) — mas com mais dor (EVA +1,77) e eritema mais longo (+1,85 dia) (Liu et al., 2024).
  • Nenhum dos dois resolve em uma sessão só: efeito de sessão única é “apreciável, porém limitado” nos dois lasers (Karsai et al., 2010).
  • A vantagem de eficácia do CO2 cresce combinado com PRP (Wu 2021; Aljefri 2022) ou curativo de ácido hialurônico (Zhang 2023) — combinações ainda pouco estudadas para o Er:YAG isolado.
  • Segurança pede atenção redobrada em pele mais escura: HPI pode passar de 70% sem profilaxia (Cheyasak et al., 2015), e só 27,5% dos estudos de laser estético incluem fototipo V-VI (Manjaly et al., 2023).
  • Não existe vencedor absoluto: a escolha entre os dois depende do seu tipo de cicatriz, fototipo e prioridade entre resultado por sessão × tempo de recuperação — decisão do profissional que avalia o caso.
O próximo passo

Se você tem cicatriz de acne tipo box car e está entre as duas tecnologias, os pontos que valem levar para a avaliação são: profundidade real da sua cicatriz, fototipo, histórico de HPI ou herpes, e o que pesa mais para você — resultado maior por sessão ou recuperação mais rápida. Qual das duas tecnologias, em qual parâmetro e em quantas sessões faz sentido para o seu caso é o tipo de decisão que só se fecha numa avaliação individual com a equipe.

Referências
  1. Jacob CI, Dover JS, Kaminer MS. Acne scarring: a classification system and review of treatment options. J Am Acad Dermatol, 2001;45(1):109-117 — classificação icepick, rolling, box car.
  2. Majid I, Imran S. Fractional CO2 Laser Resurfacing as Monotherapy in the Treatment of Atrophic Facial Acne Scars. J Cutan Aesthet Surg, 2014;7(2):87-92 — n=60; rolling/box car superficiais respondem melhor que icepick.
  3. Verma N, Yumeen S, Raggio BS. Ablative Laser Resurfacing. StatPearls [Internet], 2023 — mecanismo do CO2 ablativo (10.600 nm).
  4. Yumeen S, Hohman MH, Khan T. Laser Erbium-Yag Resurfacing. StatPearls [Internet], 2023 — mecanismo do Er:YAG ablativo (2.940 nm).
  5. Liu F, Zhou Q, Tao M, Shu L, Cao Y. Efficacy and safety of CO2 fractional laser versus Er:YAG fractional laser in the treatment of atrophic acne scar: A meta-analysis and systematic review. J Cosmet Dermatol, 2024;23(9):2768-2778 — 8 estudos/418 pacientes; OR=1,81; mais dor e eritema com CO2.
  6. Karsai S, Czarnecka A, Jünger M, Raulin C. Ablative fractional lasers (CO2 and Er:YAG): a randomized controlled double-blind split-face trial of the treatment of peri-orbital rhytides. Lasers Surg Med, 2010;42(2):160-167 — RCT split-face, n=28; efeito equivalente, sessão única limitada.
  7. Cenk H, Sarac G. Effectiveness and safety of 2940-nm multifractional Er:YAG laser on acne scars. Dermatol Ther, 2020;33(6):e14270 — n=35; Er:YAG isolado, resultados modestos, 48,6% de satisfação.
  8. Wu N, Sun H, Sun Q, et al. A meta-analysis of fractional CO2 laser combined with PRP in the treatment of acne scar. Lasers Med Sci, 2021;36(1):1-12 — 9 estudos; CO2+PRP supera CO2 isolado.
  9. Aljefri YE, Ghaddaf AA, Alahmadi RA, et al. Ablative fractional carbon dioxide laser combined with autologous platelet-rich plasma in the treatment of atrophic acne scars: A systematic review and meta-analysis. Dermatol Ther, 2022;35(12) — OR=2,99 melhora clínica; OR=3,17 satisfação.
  10. Zhang J, Xu F, Lin H, et al. Efficacy of fractional CO2 laser therapy combined with hyaluronic acid dressing for treating facial atrophic acne scars: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Lasers Med Sci, 2023;38(1):214 — 6 RCTs/623 pacientes; redução do ECCA e da HPI.
  11. Metelitsa AI, Alster TS. Fractionated laser skin resurfacing treatment complications: a review. Dermatol Surg, 2010;36(3):299-306 — fatores de risco de complicação.
  12. Beeson WH, Rachel JD. Valacyclovir prophylaxis for herpes simplex virus infection or infection recurrence following laser skin resurfacing. Dermatol Surg, 2002;28(4):331-336 — RCT, n=120; profilaxia elimina reativação de herpes.
  13. Cheyasak N, Manuskiatti W, Maneeprasopchoke P, Wanitphakdeedecha R. Topical Corticosteroids Minimise the Risk of Postinflammatory Hyperpigmentation After Ablative Fractional CO2 Laser Resurfacing in Asians. Acta Derm Venereol, 2015;95(2):201-205 — RCT split-face, n=40; HPI 75%→40%.
  14. Manjaly P, Xia E, Allan A, et al. Skin phototype of participants in laser and light treatments of cosmetic dermatologic conditions: A systematic review. J Cosmet Dermatol, 2023;22(9):2434-2439 — 461 RCTs/14.763 participantes; só 27,5% incluem fototipo V-VI.
  15. Seirafianpour F, Pour Mohammad A, Moradi Y, et al. Systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials comparing efficacy, safety, and satisfaction between ablative and non-ablative lasers in facial and hand rejuvenation/resurfacing. Lasers Med Sci, 2022;37(4):2111-2122 — ablativo não superior ao não-ablativo.
Biomédica · CRBM 8242-PR
Conteúdo informativo e educativo. Laser Ablativo (Érbio:YAG) e Laser CO2 fracionado são procedimentos estéticos realizados por profissional habilitado; os números e comparações citados descrevem o que os estudos referenciados testaram e mediram, não uma recomendação fechada para o seu caso. Tipo e profundidade da cicatriz, fototipo e histórico de cicatrização mudam a escolha da tecnologia, do parâmetro e do número de sessões — procure avaliação individual antes de iniciar qualquer tratamento a laser.