02Como pensamos o tratamento
Depois de identificar o estágio, a segunda pergunta é o que a estria precisa: estímulo de colágeno para reconstruir a derme rompida, trabalho sobre a microcirculação quando ainda há componente vascular, e renovação de superfície para suavizar o relevo. Raramente uma única frente resolve sozinha.
Classificamos os tratamentos numa tabela: os 5 estrelas são os de maior efetividade para a estria — a espinha do protocolo; os 4 estrelas são os potencializadores, somados quando o caso pede mais.
Aqui a gente costuma combinar os tratamentos 5 estrelas entre si — um recurso que estimula colágeno na derme rompida, associado a outro que trabalha a superfície ou a circulação — e, quando necessário, buscar também os potencializadores 4 estrelas, porque sabemos, pela prática, que a estria responde melhor a mais de uma frente agindo junto do que a um recurso isolado repetido indefinidamente.
Por que um método, e não um tratamento solto
A combinação não soma — multiplica.
É comum ouvir “já fiz um monte de sessão e a estria não sumiu”. Quase sempre, foi um recurso isolado, sem método — repetido sozinho, sem combinar frentes diferentes. No método é diferente: a gente combina, porque sabe, pela prática, que um tratamento potencializa o outro na reconstrução da derme. É por isso que um protocolo bem montado entrega mais do que a soma dos procedimentos avulsos.
1 + 1 não é 2 — é 3.
O desenho final dessa combinação é definido na avaliação, e depende de:
- o estágio — vermelha/recente ou branca/madura — porque isso muda a resposta esperada;
- a extensão e a profundidade das faixas de estria;
- o fototipo da pele, que orienta a escolha entre os recursos a laser disponíveis;
- o tempo até o resultado, o resultado esperado e o investimento disponível;
- contraindicações de saúde — quando um recurso não pode ser usado, é substituído por outro compatível da própria tabela.
Não existe, portanto, uma receita única. O que se garante é o método: ler o estágio certo e combinar as frentes que a cicatriz pede, apoiado em prática clínica — nunca um pacote fechado igual para todos.