Apostila 2 · Laser CO2 × Box Car · Par

Laser CO2 em cicatriz Boxcar: funciona mesmo? O subtipo que mais responde

O CO2 fracionado é o laser mais estudado do mundo para cicatriz de acne. E há um dado central que poucas clínicas destacam: entre os três subtipos de cicatriz atrófica, é exatamente o boxcar que responde melhor — de forma consistente, em três tecnologias de laser fracionado diferentes, inclusive no CO2 ablativo direto.

Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · Diretora Clínica
Aviso importante — leia antes

O laser CO2 fracionado/ablativo é um procedimento estético a laser — um ato de profissional habilitado. Este material é exclusivamente informativo e educativo: reúne o que os estudos publicados mostram sobre eficácia do CO2 fracionado especificamente para cicatriz boxcar, comparada a outros subtipos. Ele não substitui avaliação individual: profundidade, número e idade das cicatrizes, fototipo e histórico mudam o resultado esperado, e é isso que uma consulta avalia caso a caso.

Na apostila 1 desta série você viu o retrato do boxcar: uma depressão redonda ou oval, de bordas verticais bem definidas — como cicatriz de varicela —, com 1,5 a 4mm de diâmetro, podendo ser rasa (0,1–0,5mm) ou profunda (≥0,5mm) (Jacob et al., 2001). Em profundidade histológica média, o boxcar mede 1.327,88±571,34 µm — significativamente mais raso que o icepick (1.933,4±1.117,8 µm; p=0,02) (Bansal et al., 2026).

Diante de um subtipo mais raso e mais regular que o icepick, a pergunta natural é: o laser mais falado do mercado para cicatriz de acne — o CO2 fracionado — funciona melhor aqui? Desta vez a resposta é consistentemente boa — e não por acaso: existe um padrão que se repete em três tecnologias de laser fracionado diferentes, todas apontando o boxcar como o subtipo de melhor resposta entre os três. É esse dado que estrutura o resto desta apostila.

O dado-âncora: no CO2 ablativo direto, o boxcar já sai na frente

Um estudo retrospectivo de 2023, com 103 pacientes, avaliou o CO2 fracionado ultra-pulse em “modo múltiplo” (MMP — combinação de parâmetros num mesmo procedimento) para cicatriz atrófica facial de acne, com 1 a 4 sessões (Pan Z et al., 2023). No conjunto da amostra, o escore ECCA — uma escala clínica francesa que soma pontos por tipo e gravidade de cicatriz, onde menor é melhor — caiu de 162,7 para 93,1 (p<0,001), confirmando eficácia global do protocolo.

Mas o dado que interessa a esta apostila é o que aparece quando o estudo separa a melhora por subtipo, usando o GAS (Global Aesthetic Scale — escala de 0 a 4, onde maior é melhor): a melhora foi maior no boxcar (2,7±0,8) do que no rolling (2,3±0,8) e no icepick (1,7±0,8), diferença estatisticamente significativa (p<0,001) (Pan Z et al., 2023). Dentro do mesmo protocolo de CO2 ultra-pulse, aplicado à mesma amostra, o boxcar teve a resposta mais consistente dos três subtipos.

Melhor resposta
Cicatriz Boxcar
Bordas verticais definidas, 1,5–4mm, rasa a profunda
Melhora ao CO2 ultra-pulse (GAS, 0–4)2,7±0,8
Pior resposta
Cicatriz Icepick
Canal estreito (<2mm), profundo, em V
Melhora ao CO2 ultra-pulse (GAS, 0–4)1,7±0,8

As barras acima refletem a proporção da nota GAS obtida em relação ao topo da escala (0–4) — são ilustrativas, não uma conversão estatística. Dado bruto: GAS boxcar 2,7±0,8 vs. icepick 1,7±0,8 (p<0,001), rolling 2,3±0,8 no meio; retrospectivo, n=103 (Pan Z et al., 2023).

Duas escalas, duas direções — não confunda

ECCA (Échelle d’Évaluation Clinique des Cicatrices d’Acné) soma pontos de gravidade: quanto menor o número após o tratamento, melhor o resultado — por isso “162,7 → 93,1” é uma boa notícia. Já o GAS (Global Aesthetic Scale) mede o grau de melhora percebida numa escala de 0 a 4: quanto maior, melhor — por isso “boxcar 2,7” superando “icepick 1,7” também é uma boa notícia para o boxcar. São escalas com lógicas opostas medindo a mesma coisa em ângulos diferentes.

Não é um achado isolado: o padrão se repete em outras duas tecnologias fracionadas

Um resultado de um único estudo, mesmo com p<0,001, ganha muito mais peso quando aparece de novo em tecnologias diferentes, com equipamentos, pacientes e centros distintos. Um estudo prospectivo comparativo de 2014, com 35 pacientes tratados com laser fracionado não-ablativo de 1540nm (tecnologia diferente do CO2 ultra-pulse de Pan 2023) ao longo de 6 sessões, mediu a resposta objetiva por subtipo e encontrou: boxcar 52,9%, rolling 43,1% e icepick 25,9% (Sardana et al., 2014). O boxcar de novo na frente.

Um terceiro estudo, retrospectivo, de 2023, com 31 pacientes tratados com laser fracionado não-ablativo de 1550nm de érbio — uma terceira tecnologia, também sem sobreposição com as duas anteriores — mediu a escala ASRE e encontrou o mesmo desenho: boxcar 59,2%, rolling 40,6% e icepick 19,1% (icepick vs. boxcar: p=0,010) (Lee & Cho, 2023). Três tecnologias de laser fracionado, três populações diferentes, uma mesma hierarquia — e o boxcar sempre no topo.

A régua que se repete: boxcar > rolling > icepick, em 2 tecnologias fracionadas não-ablativas
Barras mostram % de resposta clínica objetiva por subtipo, em cada estudo — quanto mais esverdeada, melhor a resposta relativa
Sardana 2014 · Boxcar
52,9%
Sardana 2014 · Rolling
43,1%
Sardana 2014 · Icepick
25,9%
Lee & Cho 2023 · Boxcar (ASRE)
59,2%
Lee & Cho 2023 · Rolling (ASRE)
40,6%
Lee & Cho 2023 · Icepick (ASRE)
19,1%
Sardana et al., 2014 (n=35, laser fracionado não-ablativo de 1540nm) e Lee & Cho, 2023 (n=31, 1550nm érbio, ASRE, icepick vs. boxcar p=0,010) não usam CO2 fracionado — entram aqui como reforço independente do mesmo padrão de hierarquia entre subtipos. O dado de CO2 propriamente dito (ultra-pulse, GAS por subtipo) é o do painel acima (Pan Z et al., 2023).
E o estudo de CO2 mais citado do setor (Li 2022) aponta na mesma direção — mesmo sem isolar o boxcar

Um estudo retrospectivo de 2022, com 121 pacientes, investigou fatores clínicos que afetam a eficácia do CO2 fracionado ablativo em cicatriz atrófica de acne — e é hoje um dos mais citados sobre o tema (Li B et al., 2022). Ele não isolou o boxcar diretamente na comparação central: a comparação que o estudo destaca é rolling responde melhor que icepick — OR=7,3 (IC95% [1,2, 43,4]; p=0,029).

Isso é relevante para esta apostila porque a mesma direção se mantém: o icepick, no fundo da fila, e um subtipo de borda mais regular (rolling) muito acima dele. É a mesma lógica de hierarquia encontrada nos três estudos anteriores, agora vinda de um quarto grupo de pesquisa, com CO2 ablativo — só que sem o corte específico “boxcar × icepick” dentro desse OR. Juntando os quatro estudos, o retrato geral é: onde o boxcar foi medido diretamente (Pan, Sardana, Lee & Cho), ele venceu os outros dois; onde não foi isolado (Li), o padrão geral de “icepick no fim da fila” se confirma do mesmo jeito.

Um erro muito comum

Ler “boxcar é o subtipo que melhor responde ao CO2 fracionado” como “boxcar desaparece com o laser”.

É a armadilha mais fácil, porque a primeira parte da frase é verdadeira: o boxcar realmente responde mais que rolling e icepick, em quatro estudos convergentes. O problema é o salto para “desaparece” ou “resolve por completo”. No próprio estudo-âncora desta apostila, a melhora do boxcar chegou a GAS 2,7 numa escala que vai de 0 a 4 — não ao topo da escala (Pan Z et al., 2023). É uma resposta melhor que a dos outros subtipos, não uma resposta total.

O certo: ler “boxcar responde melhor” como uma hierarquia relativa entre os três subtipos de cicatriz atrófica — nunca como uma promessa de resultado completo. A extensão real da melhora esperada no seu caso é assunto de avaliação individual (e a apostila 9 desta série fecha exatamente com essa expectativa realista).

É força B, não força A: o que ainda falta para ser prova máxima

Chamar esse padrão de “prova definitiva” seria exagero — e essa apostila existe justamente para não exagerar em nenhuma direção. Nenhum dos quatro estudos citados é um ensaio clínico randomizado controlado (RCT) desenhado especificamente para isolar “boxcar × CO2 fracionado” contra um comparador formal. Três são retrospectivos (Pan Z et al., 2023, n=103; Li B et al., 2022, n=121; Lee & Cho, 2023, n=31); um é prospectivo comparativo, mas sem randomização (Sardana et al., 2014, n=35).

Isso importa na prática: estudos retrospectivos e comparativos não-randomizados podem carregar viés — diferenças de protocolo entre serviços, ou de gravidade inicial das cicatrizes, que nem sempre são totalmente controladas. A convergência de resultado entre os quatro reduz (mas não elimina) essa fragilidade — é o motivo de classificarmos essa evidência como força B: consistente e replicada em tecnologias diferentes, mas não do mais alto padrão metodológico possível.

A honestidade aqui é dupla: não é “1 estudo isolado que pode ser acaso” — é convergência real, em quatro estudos e ao menos três tecnologias de laser fracionado distintas. Mas também não é “prova nível RCT dedicado” — porque esse RCT específico (boxcar × CO2, isolado, com grupo controle) ainda não existe na literatura. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo.

É um estudo isolado ou é padrão? As duas colunas, lado a lado
É padrão — não é acaso
  • 4 estudos independentes, publicados entre 2014 e 2023, em populações e serviços diferentes.
  • Ao menos 3 tecnologias de laser fracionado distintas: CO2 ultra-pulse ablativo, fracionado não-ablativo de 1540nm e 1550nm de érbio.
  • Mesma hierarquia sempre que o boxcar foi medido diretamente: boxcar no topo, icepick no fim da fila — sem exceção.
O que ainda falta
  • Nenhum é RCT desenhado especificamente para isolar boxcar × CO2 fracionado com grupo controle formal.
  • 3 dos 4 estudos são retrospectivos; apenas 1 é prospectivo comparativo, sem randomização.
  • Li et al., 2022 (o CO2 ablativo mais citado) não isola o boxcar diretamente na comparação central — entra como contexto, não como medida direta.
O que este dado NÃO diz

Ele não diz “boxcar some com o CO2 fracionado” nem “rolling e icepick não respondem”. Diz algo mais específico e mais útil: dentro do desenho fracionado padrão, o boxcar é consistentemente o subtipo que mais se beneficia, em relação aos outros dois — e mesmo essa melhor resposta tem teto. Essa é a diferença entre uma frase de marketing e uma informação para decisão clínica — e é o motivo pelo qual a apostila 9 desta série fecha explicando exatamente qual é esse teto.

As quatro evidências, lado a lado
EstudoTecnologia / desenhoO que mostrou por subtipoForça
Pan Z et al., 2023CO2 fracionado ultra-pulse (MMP) ablativo; retrospectivo, n=103GAS (0–4): boxcar 2,7±0,8 > rolling 2,3±0,8 > icepick 1,7±0,8 (p<0,001); ECCA global 162,7→93,1 (p<0,001)Força B — âncora
Sardana et al., 2014Laser fracionado não-ablativo 1540nm; prospectivo comparativo, n=35Boxcar 52,9% > Rolling 43,1% > Icepick 25,9%Força B
Lee & Cho, 20231550nm érbio fracionado não-ablativo; retrospectivo, n=31ASRE: Boxcar 59,2% > Rolling 40,6% > Icepick 19,1% (p=0,010 icepick×boxcar)Força B
Li B et al., 2022CO2 fracionado ablativo; retrospectivo, n=121Rolling responde melhor que icepick: OR=7,3 (IC95% 1,2–43,4; p=0,029) — não isola boxcar, mas alinhado à mesma hierarquiaForça B — contexto
Ranking: os três subtipos frente ao laser fracionado
1

Boxcar

Melhor resposta ao fracionado

No CO2 ultra-pulse direto, GAS 2,7±0,8 (Pan Z et al., 2023). Nos dois fracionados não-ablativos, 52,9% (Sardana, 2014) e 59,2% ASRE (Lee & Cho, 2023) — sempre o topo da fila entre os três subtipos.

2

Rolling

Resposta intermediária

GAS 2,3±0,8 (Pan Z et al., 2023); 43,1% (Sardana, 2014); 40,6% ASRE (Lee & Cho, 2023). É também o subtipo que Li et al., 2022 comparou diretamente ao icepick, com vantagem grande: OR=7,3.

3

Icepick

Menor resposta relativa

GAS 1,7±0,8 (Pan Z et al., 2023); 25,9% (Sardana, 2014); 19,1% ASRE (Lee & Cho, 2023) — sempre por último, nos quatro estudos, com as quatro tecnologias.

A Sacada dos DoutoresA pergunta certa não é “o CO2 funciona pra cicatriz de acne?” — é “para QUAL subtipo ele funciona melhor?”

O dado que eu mais quero que fique desta apostila é este: entre os três subtipos de cicatriz atrófica de acne, o boxcar é consistentemente o que melhor responde ao laser fracionado — inclusive ao CO2 ablativo em modo ultra-pulse (Pan Z et al., 2023; GAS 2,7 de um máximo de 4, contra 1,7 do icepick). E não é um achado isolado: duas outras tecnologias de laser fracionado, em populações diferentes, encontraram a mesma hierarquia (Sardana, 2014; Lee & Cho, 2023), e o estudo de CO2 mais citado do setor (Li et al., 2022) confirma a mesma direção geral. É um padrão real, com força B — consistente, mas ainda sem o RCT dedicado que fecharia a questão de vez. Ao mesmo tempo, sou honesta sobre o limite desse “melhor resultado”: um GAS de 2,7 numa escala de 0 a 4 é uma resposta boa, não uma resposta total — e é exatamente por isso que a apostila 3 desta série vai mostrar o protocolo e os parâmetros usados nesses estudos, e a apostila 9 fecha com a expectativa realista do que esperar.

DF
Dra. Daniele FlorêncioBiomédica · CRBM 8242-PR · responsável pelo conteúdo
O que levar desta apostila
  • O CO2 fracionado é o laser mais estudado para cicatriz de acne em geral — e, dentro dele, o boxcar é o subtipo com a resposta mais consistente.
  • O dado-âncora (Pan Z et al., 2023, n=103, CO2 ultra-pulse): GAS boxcar 2,7±0,8 > rolling 2,3±0,8 > icepick 1,7±0,8 (p<0,001); ECCA global 162,7→93,1 (p<0,001).
  • Não é 1 estudo isolado: Sardana (2014) e Lee & Cho (2023), com duas outras tecnologias fracionadas, acham a mesma hierarquia — boxcar sempre em primeiro.
  • Mesmo o CO2 mais citado (Li et al., 2022) aponta na mesma direção geral (rolling > icepick, OR=7,3), embora não isole o boxcar diretamente.
  • É força B, não força A: nenhum dos quatro estudos é RCT desenhado especificamente para isolar boxcar × CO2 — a força vem da convergência, não de um ensaio único perfeito.
  • “Melhor resposta” não é “resolve por completo”: mesmo o boxcar chegou a GAS 2,7 de um máximo de 4, não ao topo da escala.
  • Isso é uma vantagem relativa real — o motivo pelo qual protocolo e parâmetros importam tanto quanto o subtipo, tema da próxima apostila.
O próximo passo

Agora que você viu o dado — o boxcar responde melhor ao CO2 fracionado, em padrão convergente de 4 estudos —, a pergunta técnica seguinte é: quais sessões, intervalos e parâmetros os estudos realmente usaram? A apostila 3 desta série destrincha o protocolo por trás dos números que você acabou de ver. Leve essas duas apostilas juntas para a sua avaliação individual.

Referências
  1. Pan Z, et al. “Multiple Mode Procedures” of Ultra-Pulse Fractional CO2 Laser: A Novel Treatment Modality of Facial Atrophic Acne Scars. J Clin Med, 2023;12(13):4388 — retrospectivo, n=103; ECCA 162,7→93,1 (p<0,001); melhora por subtipo (GAS 0–4): boxcar 2,7±0,8 > rolling 2,3±0,8 > icepick 1,7±0,8 (p<0,001). Dado-âncora desta apostila.
  2. Sardana K, Manjhi M, Garg VK, Sagar V. Which type of atrophic acne scar (ice-pick, boxcar, or rolling) responds to nonablative fractional laser therapy? Dermatol Surg, 2014;40(3):288-300 — prospectivo comparativo, n=35, laser fracionado não-ablativo 1540nm; boxcar 52,9%, rolling 43,1%, icepick 25,9%.
  3. Lee SR, Cho S. Clinical Factors Affecting the Effectiveness of 1550-nm Erbium-Doped Fractional Photothermolysis Laser for Individual Atrophic Acne Scar Types. Dermatol Ther (Heidelb), 2023;13(2):609-616 — retrospectivo, n=31, laser não-ablativo de 1550nm érbio; ASRE: boxcar 59,2%, rolling 40,6%, icepick 19,1% (icepick vs. boxcar p=0,010).
  4. Li B, Ren K, Yin X, She H, Liu H, Zhou B. Efficacy and adverse reactions of fractional CO2 laser for atrophic acne scars and related clinical factors: a retrospective study on 121 patients. J Cosmet Dermatol, 2022;21(5):1989-1997 — retrospectivo, n=121, CO2 fracionado ablativo; rolling responde melhor que icepick ao CO2 fracionado: OR=7,3 (IC95% 1,2–43,4; p=0,029). Contexto convergente desta apostila.
Biomédica · CRBM 8242-PR
Conteúdo informativo e educativo. O laser CO2 fracionado/ablativo é um procedimento estético realizado por profissional habilitado. Os dados aqui apresentados descrevem o que os estudos citados mediram, por subtipo de cicatriz de acne — não são garantia de resultado individual. Profundidade, número e idade das cicatrizes, fototipo e histórico mudam o desfecho esperado; a avaliação individual é o que define se e como o procedimento se aplica ao seu caso.