Esse é um vídeo que o Dr. Doctor Gary Linkov gravou explicando sobre as possíveis cirurgias plásticas faciais da Madonna e eu precisava trazer aqui para analisar com vocês. Eu concordo com grande parte da visão dele e quero aprofundar pontos técnicos, riscos e decisões práticas com base na minha experiência de 17 anos como biomédica estética e diretora da Estética Batel.
Sumário
- 🕰️ Primeiro momento: aparência jovem natural x sinais iniciais de envelhecimento
- 🔧 Segundo momento: sinais de lifting e risco de começar cirurgias muito cedo
- 💉 Terceiro momento: preenchimentos, excesso e resultado “artificial”
- 🔁 Quarto momento: revisões recentes, pescoço e harmonia geral
- 💰 Custos e planejamento financeiro
- ⚠️ Erros comuns e sinais de alerta
- ✅ Meu protocolo prático em consultório
- Para fechar
🕰️ Primeiro momento: aparência jovem natural x sinais iniciais de envelhecimento
O Dr. Doctor Gary Linkov começa afirmando que, nas fotos de juventude, a estrutura facial é natural — sobrancelha cheia, infrabrow preenchido, transição suave do olho para a bochecha. Isso é o que chamamos de assinatura de juventude facial.
Eu concordo 100% com essa visão, pois na minha prática vejo muita gente confundindo volume natural com necessidade imediata de intervenção. Quando o paciente chega cedo, com pequenas perdas de volume ou linhas finas, eu costumo recomendar primeiro medidas menos invasivas e de manutenção:
- Rotina dermatológica: fotoproteção, retinóides, vitamina C.
- Bioestimuladores: para melhorar suporte dérmico antes de preencher demais.
- Preenchimento pontual: usar pouca quantidade e reavaliar em 4–6 semanas.
🔧 Segundo momento: sinais de lifting e risco de começar cirurgias muito cedo
Em um ponto crucial, ele menciona o aumento do sulco na frente da orelha (tragus) e a elevação da linha capilar como sinais de um possível lifting/brow lift nos anos 90. Esses detalhes anatômicos realmente são pistas úteis.
Eu defendo na Estética Batel que operar cedo pode resolver um problema imediato, mas cria uma jornada de revisões. Por quê? Porque:
- Um lifting tem durabilidade limitada — frequentemente em torno de 8–12 anos, dependendo da técnica e do envelhecimento individual.
- Quem inicia cirurgias na casa dos 30 pode precisar de múltiplas revisões, com riscos crescentes e cicatrizes complexas.
Checklist que eu uso para aconselhar um paciente sobre a primeira ritidoplastia:
- Avaliar flacidez cutânea x perda de volume.
- Verificar qualidade e resistência da pele.
- Discutir expectativas realistas e plano de longo prazo.
- Planejar se o pescoço precisa ser abordado simultaneamente.

💉 Terceiro momento: preenchimentos, excesso e resultado “artificial”
O Dr. Doctor Gary Linkov observa fases com volumização intensa e um aspecto por vezes exagerado (“overfilled”) em determinados anos. Isso é uma crítica comum e fundamentada.
Na minha prática eu vejo dois erros recorrentes:
- Acumular camadas de produtos sem um plano de longo prazo; torna difícil reverter o aspecto.
- Não respeitar proporções faciais (aumento excessivo de malar ou lábios sem harmonização da mandíbula ou rebalanceamento do terço inferior).
Regras práticas que eu sigo e recomendo a pacientes:
- Abordagem em etapas: uma sessão conservadora + revisão em 1 mês.
- Preferir HA quando possível (reversível com hialuronidase) para áreas de risco.
- Documentação fotográfica antes de cada intervenção para planejar futuras mudanças.

🔁 Quarto momento: revisões recentes, pescoço e harmonia geral
O Dr. Doctor Gary Linkov relata uma cirurgia de lifting mais recente com resultado levantado, mas alerta que “o pescoço conta a história” — se o pescoço não for adequadamente tratado, o rosto fica desalinhado com o colo. Concordo plenamente.
Na prática clínica eu sempre avalio o pescoço separadamente:
- Platismoplastia quando há bandas marcadas.
- Submentoplastia e lipoaspiração submentoniana quando há gordura localizada.
- Não isolar o lifting facial sem correção cervical — precisão técnica garante naturalidade.

💰 Custos e planejamento financeiro
O Dr. Doctor Gary Linkov indicou faixas de preço por procedimento. Eu complemento com orientações para planejamento:
- Valores variados por país e por clínica. No mercado internacional, referências comuns são:
- Ritidoplastia: faixa ampla por procedimento, planejamento financeiro para revisões.
- Brow lift: procedimentos complementares têm custo adicional.
- Preenchimentos: custo por seringa; acompanhar histórico de produtos aplicados.
- Transparência: peça sempre discriminação de custos (cirurgia, anestesia, hospital, pós).
- Orçamento para manutenção: considere tratamentos não cirúrgicos contínuos (toxina botulínica, lasers, peelings).
⚠️ Erros comuns e sinais de alerta
Seguindo essa linha, destaco os principais sinais de alerta que eu ensino aos pacientes:
- Perda de expressão por paralisia excessiva ou excesso de lifting.
- Acúmulo de produto em planos errados causando aspecto rígido.
- Falta de correção cervical gerando desalinhamento face-pescoço.
- Negligenciar histórico de produtos — saber o que já foi aplicado evita surpresas ao gemer tratamentos.
✅ Meu protocolo prático em consultório
- Avaliação fotográfica e esquema de envelhecimento (padrão de perda óssea, volume, pele).
- Plano conservador primário: skin care, neuromoduladores e bioestimuladores.
- Se indicar cirúrgico: planejar abordagem face e pescoço juntos e discutir revisões futuras.
- Registrar produtos usados e intervalos para manutenção.
Qual a idade ideal para a primeira cirurgia facial?
Não existe uma idade única. Eu analiso sinais: flacidez cutânea significativa, perda de suporte ósseo ou musculatura do pescoço. Muitos pacientes só precisam de procedimentos não cirúrgicos até os 50 anos. Se houver indicação cirúrgica precoce, avalio o plano de longo prazo e a aceitação de revisões futuras.
Preenchimentos podem ser revertidos?
Preenchimentos à base de ácido hialurônico podem ser dissolvidos com hialuronidase. Bioestimuladores e substâncias permanentes exigem estratégias diferentes e são mais difíceis de reverter. Por isso eu priorizo produtos reversíveis sempre que possível.
Como saber se preciso de lifting ou só de preenchimento?
Se o problema for queda de tecidos e horizontalização do contorno (sinais de flacidez), o lifting é indicado. Se a queixa for perda de volume localizada sem flacidez significativa, preenchimentos podem ser suficientes. A avaliação clínica e fotos em perfil ajudam a decidir.
A ptose palpebral (pálpebra caída) tem cobertura por plano de saúde?
Em alguns casos de ptose que prejudicam o campo visual, a correção pode ser coberta pelo plano. É importante documentação oftalmológica e laudos para solicitar cobertura. Procedimentos puramente estéticos normalmente não têm cobertura.
Para fechar
Resumindo: concordo com muitas observações feitas pelo Dr. Doctor Gary Linkov sobre sinais, sequência e interpretação das mudanças faciais ao longo do tempo. Minha recomendação prática é priorizar avaliações conservadoras, planejar intervenções cirúrgicas com visão de longo prazo e sempre tratar face e pescoço de forma integrada. A naturalidade vem da moderação, do planejamento e da escolha correta de técnicas.
Se você gostou dessa abordagem técnica e transparente, venha conversar comigo na Estética Batel.
Este artigo foi criado baseado neste vídeo Madonna Plastic Surgeries – Surgeon Reacts e esta revisão foi cuidadosamente realizada por Dr. Daniele Florencio com ajuda de IA
